Foto: Ricardo Almeida/SESP
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) promoveu, na quarta-feira (10), a primeira reunião de alinhamento do programa Sandbox/Sesp, que contou com a participação de representantes da Fundação Araucária, do Sebrae/Paraná e do Sandbox.Rio. O objetivo principal do encontro foi discutir o cronograma para o primeiro edital destinado ao teste de novas tecnologias nas fronteiras e divisas do estado.
Ao final do processo do edital, será feita a chamada pública e a seleção de projetos que farão parte do programa. O Sandbox/Sesp é uma iniciativa inovadora que propõe a criação de ambientes experimentais para a testagem de soluções tecnológicas em cenários reais, com foco em três áreas principais: vigilância autônoma, que inclui o uso de drones e monitoramento automático; inteligência artificial para análise de dados; e a integração de diferentes sistemas e tecnologias.
O coronel Saulo Sanson, secretário da Segurança Pública do Paraná, enfatizou a importância do avanço no cronograma para orientar a inovação de acordo com as necessidades práticas das forças policiais. “Neste primeiro momento, nosso objetivo é acelerar os prazos para testar tecnologias que promovam um cercamento digital e tecnológico das divisas e fronteiras do Paraná”, disse.
O projeto será inicialmente implementado na região da Tríplice Fronteira e ao longo dos mais de 450 quilômetros de divisas secas e fluviais do estado. As ferramentas experimentais que forem selecionadas atuarão diretamente na prevenção e combate a crimes, como contrabando e tráfico de drogas e armas, nas divisas com os estados de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além das fronteiras com Paraguai e Argentina.
Parcerias para o Projeto
Para garantir a efetividade das metas e dos prazos estabelecidos, a Sesp contará com o apoio técnico de diversas instituições parceiras. O Sebrae/Paraná terá um papel fundamental ao estabelecer conexões com o mercado privado e com instituições públicas. Luiz Marcelo Padilha, gerente da Unidade de Ambiente de Negócios da instituição, declarou: “Podemos colaborar ativamente na divulgação do cronograma e do edital para startups e empresas inovadoras de todo o país”.
A Fundação Araucária também faz parte do comitê, trazendo a pesquisa científica aplicada para complementar a prática policial. O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da fundação, Luiz Márcio Spinosa, comentou: “Mantemos projetos relacionados a aeronaves de pequeno porte, robótica, segurança pública e ciências forenses que podem ser rapidamente integrados a este cronograma”.
Rafael Wanderley, diretor do Laboratório de Inovação da Prefeitura do Rio de Janeiro e coordenador do Sandbox.Rio, compartilhou a experiência do modelo de gestão estabelecido na capital fluminense, que já está na sua terceira edição de edital para seleção de tecnologias. Sua contribuição visa auxiliar o cronograma desenvolvido em Paraná.
Fonte:: seguranca.pr.gov.br




