WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou críticas ao papa Leão XIV em suas redes sociais neste domingo, 12. Trump argumentou que o pontífice deveria “parar de ceder à esquerda radical”. As declarações vêm em um momento de tensão global, especialmente em relação à guerra no Irã.
Em sua mensagem, Trump afirmou: “O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa”. Ele foi além, insinuando que não deseja um líder religioso que considere aceitável que o Irã possua armas nucleares. Essas palavras refletem uma crescente insatisfação do presidente com a posição do papa sobre questões politicamente sensíveis.
Após aterrissar em Washington, vindo da Flórida, Trump conversou com repórteres e reiterou suas críticas. “Não gostamos de um papa que diz que é aceitável ter uma arma nuclear”, declarou. O presidente também descreveu Leão XIV como uma “pessoa muito liberal” e afirmou: “Não sou fã do papa Leão XIV”.
Aprovando a retórica de Trump, é fundamental frisar que esse descontentamento segue às declarações do papa feitas durante o fim de semana. Leão XIV criticou o que chamou de “ilusão de onipotência” que mantém a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã. Ele pediu aos líderes mundiais uma pausa nos conflitos e a priorização das negociações para a paz.
Em um gesto simbólico, o papa presidiu uma missa na Basílica de São Pedro. Embora não tenha mencionado diretamente os Estados Unidos ou Trump em suas orações, ficou claro que a essência de suas palavras estava voltada para os líderes americanos, que se gabarizam da capacidade militar dos EUA e frequentemente justificam a guerra utilizando discursos religiosos.
Esta troca de farpas acontece em um ambiente internacional cada vez mais volátil, onde as declarações de líderes políticos e religiosos podem ter um impacto significativo nas relações diplomáticas. As observações do papa, especialmente sendo um líder religioso, trazem à tona a urgência da paz e da diplomacia em tempos de conflito.
Papa Leão XIV tem uma viagem marcada para a África, com partida prevista para segunda-feira. Ele passará 11 dias no continente, o que levanta a expectativa sobre como essa visitá será moldada por suas visões e declarações recentes.
Fonte:: estadao.com.br


