A suinocultura do Paraná alcançou a marca de 21,36 mil toneladas exportadas em março de 2026, estabelecendo o melhor desempenho desse mês até o momento, conforme o boletim semanal divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, nesta quinta-feira (16).
Esse resultado foi impulsionado principalmente pela crescente demanda do mercado das Filipinas, que importou 4,64 mil toneladas somente em março, registrando um aumento expressivo de 86,9% (ou 2,16 mil toneladas) em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O mês de março deste ano figura como o quarto melhor resultado histórico para as exportações de suínos no estado, ficando atrás apenas dos volumes exportados nos meses de setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) de 2025.
De acordo com dados da plataforma Comex Stat/MDIC, que acompanha as exportações brasileiras desde 1997, as 21,36 mil toneladas exportadas em março representam uma alta de 10,1% em relação a março de 2025. Esse padrão de crescimento nas exportações tem sido uma constante no Paraná desde julho de 2024.
Além dos bons números na suinocultura, o boletim também trouxe informações positivas em relação à pecuária leiteira. Após uma alta nos preços do leite no varejo, conforme evidenciado na pesquisa do Deral referente ao mês de março, o preço pago ao produtor também teve um aumento expressivo na última semana, avançando 12,8% em relação à semana anterior.
“O pecuarista passou a receber, em média, R$ 2,43 por litro colocado na indústria, um valor superior aos R$ 2,15 registrados na pesquisa anterior. O período de entressafra das pastagens, aliado à redução na captação do leite, tem sido o principal fator por trás da valorização”, explicou Thiago de Marchi da Silva, veterinário do Deral.
O Mercado do Café
No que diz respeito ao café, os preços no varejo continuam elevados durante esse período de entressafra. Em março, o preço médio do pacote de 500g foi de R$ 28,56, apresentando uma queda de 3% em comparação a março de 2025, quando o preço médio era de R$ 29,36. Essa estabilidade é observada desde abril do ano passado, quando os preços atingiram o pico de R$ 31,61. Contudo, ainda é insuficiente para compensar o aumento enfrentado anteriormente, que viu os preços saltarem de R$ 16,10 em julho de 2024 para R$ 31,14 em julho de 2025 — uma elevação de 95%.
De acordo com Carlos Hugo Godinho, analista do Deral, há uma expectativa positiva para a safra deste ano, que deve ser volumosa, mitigando a escassez de oferta dos anos anteriores. “Os preços recebidos pelos produtores já refletem essa tendência, com uma queda de 27% nos últimos 12 meses, passando de R$ 2.362,81 em março de 2025 para R$ 1.734,11 no mês passado”, informou.
Godinho ressaltou que, para que haja uma redução nos preços nas prateleiras do varejo, é necessário que os valores se mantenham baixos durante o período de intensificação da colheita. “A entrada da nova safra deve trazer a pressão esperada sobre os preços, podendo reduzir os valores para o consumidor final no segundo semestre”, observou.
Custos de Produção do Frango
O custo de produção do frango vivo no Paraná permanece estável em R$ 4,72/kg, conforme apontado pelo técnico do Deral, Roberto Carlos de Andrade e Silva. O preço médio pago ao produtor fechou o mês passado em R$ 4,59/kg, apresentando uma diminuição de 2,75% em relação ao mês anterior. A alta dos custos dos insumos é um dos principais fatores para essa mudança nos preços.
De acordo É importante destacar que os dados de março ainda não refletem os impactos do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em fevereiro.
“Como a guerra teve início no fechamento do bimestre, os números de março ainda não estão impactados pelos custos de insumos que podem subir em um cenário de conflitualidade, mesmo que esse conflito ocorra longe do Brasil”, comentou.
O Preço do Óleo de Soja
O valor do óleo de soja no varejo apresentou uma diminuição nos primeiros três meses do ano em comparação ao preço médio de 2025, refletindo a retração no preço da soja em grão. Em março, o preço recebido pelos produtores de soja foi de R$ 115,09 por saca de 60 quilos, 3% inferior à média de 2025.
A pesquisa de preços realizada mensalmente pelo Deral revelou que a embalagem de 900ml de óleo de soja foi comercializada em média a R$ 7,25 em março, enquanto no ano anterior o preço era de R$ 7,42. Assim, os preços atuais são 2,3% menores em relação à média de 2025. Comparado a fevereiro, houve uma alta de 2,1%.
Couve-Flor e Mercado de Hortifrutigranjeiros
O preço médio da couve-flor atingiu R$ 36,71 por dúzia em março, ou R$ 3,06 por unidade, apresentando um aumento de 12,8% em relação ao preço de R$ 32,58 na semana anterior e 8,71% menor do que em março de 2025, quando a couve-flor custava R$ 40,21 a dúzia.
No Centro de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) de Curitiba, a dúzia de couve-flor iniciou o ano a R$ 30 (R$ 2,50 por unidade) e atualmente está cotada a R$ 50 a dúzia (R$ 4,17 por unidade), o que representa um aumento de 66,7% no período. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 28,6%, quando era vendida a R$ 70 a dúzia (R$ 5,83 por unidade).
No varejo, o preço da couve-flor em março foi de R$ 9,38 por unidade, um aumento de 20,4% em relação a fevereiro (R$ 7,79) e 4,9% superior ao preço verificado em março de 2025 (R$ 8,94 por unidade). “Essas variações de preços estão ligadas ao fato de que a oferta durante o verão é reduzida, uma vez que as ondas de calor intenso impactam a produção em termos de quantidade e qualidade. Espera-se que os preços diminuam à medida que o outono se estabeleça, trazendo temperaturas mais amenas”, concluiu Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral.
Fonte:: parana.pr.gov.br


