O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 9, que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, concordou em moderar a intensidade da ofensiva no Líbano antes do início das negociações de paz relacionadas ao conflito na região. Durante uma entrevista à NBC News, Trump comentou: “Conversei com Bibi e ele vai moderar o ritmo. Acho que precisamos ser um pouco mais moderados”.
Na quarta-feira, 8, que marcou o primeiro dia do cessar-fogo, Israel disparou 160 mísseis em um intervalo de 10 minutos durante um ataque dirigido ao Hezbollah no Líbano. Este ataque resultou na morte de 254 pessoas e deixou ao menos 800 feridas, sendo considerado a ação militar mais intensa do país desde o início do conflito atual. A operação contou com a participação de 50 caças, que miraram em cerca de 100 centros de comando do Hezbollah, além de outras infraestruturas militares localizadas em Beirute.
Apesar de autorizar uma redução na intensidade dos ataques, Netanyahu afirmou que Israel continuará a atacar o Hezbollah sempre que necessário. Em uma declaração feita em sua conta pessoal no Facebook, o primeiro-ministro reafirmou: “Continuaremos atacando o Hezbollah com força, precisão e determinação”.
Entretanto, Netanyahu também sinalizou a abertura para negociações diretas com o Líbano, ressaltando que o foco dessas conversas seria o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas entre as duas nações vizinhas.
Uma autoridade do governo dos Estados Unidos confirmou que as discussões entre Israel e Líbano para cessar as hostilidades em curso terão início na próxima semana, especificamente no Departamento de Estado, em Washington. As negociações serão lideradas pelo embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, em conjunto com o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.
As tensões entre os dois países foram exacerbadas, levando a Guarda Revolucionária iraniana a fechar novamente o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, apenas algumas horas após a reabertura do canal. A situação continua sendo monitorada, pois as repercussões das hostilidades em curso podem impactar significativamente a dinâmica de segurança na região.
Fonte:: estadao.com.br




