O Governo do Estado do Paraná firmou um segundo aditivo ao acordo de cooperação com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). O objetivo da nova fase da parceria é ampliar as ações conjuntas nas áreas de engenharia pública, cidades inteligentes e inovação na administração municipal. A assinatura do documento ocorreu nesta terça-feira (26) no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), localizado em Curitiba. Com esse novo aditivo, a vigência da parceria será estendida até agosto de 2029, incorporando novas frentes de colaboração e solidificando os resultados alcançados desde o início do convênio em 2019.
Uma das principais inovações está a integração dos projetos técnicos do Escritório de Projetos Executivos de Engenharia e Arquitetura (Projetek) ao banco de soluções do Crea-PR. Este programa, coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) em colaboração com as sete universidades estaduais do Paraná, oferece modelos de projetos que serão disponibilizados para prefeituras e outros órgãos públicos. A metodologia envolve a cessão de direitos autorais e o compartilhamento técnico entre as instituições envolvidas. Assim, através da integração ao banco de soluções, o Crea-PR tornará acessíveis os projetos padrão para os municípios atendidos pelo Projetek, que são aqueles com até 30 mil habitantes.
O foco dessa iniciativa é garantir que os municípios paranaenses, espalhados por diferentes regiões do estado, tenham acesso a soluções estruturadas em infraestrutura e engenharia, apropriadas às realidades locais de cada um. Um dos pilares da parceria diz respeito ao apoio institucional do governo estadual ao programa Smart Crea-PR Cities, que busca o desenvolvimento de territórios inteligentes e sustentáveis. Isso é realizado por meio da aplicação de metodologias de diagnóstico, planejamento e inovação, visando modernizar a gestão pública e aumentar a eficiência dos serviços prestados à população.
De acordo com Aldo Nelson Bona, secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, esta parceria valoriza a formação técnica e acadêmica como base para a inovação na gestão pública. Ele afirma que “a ciência e a tecnologia desenvolvidas nas universidades do Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná, somadas à qualificação dos profissionais de engenharia, são essenciais para garantir que os municípios paranaenses tenham projetos bem elaborados e serviços públicos de qualidade”.
Ações já consolidadas
Desde a assinatura do primeiro aditivo em 2024, diversas ações já foram consolidadas. Dentre elas, destaca-se o programa Engenheiros Cidadãos, que possibilitou vistorias em mais de mil obras públicas em 247 municípios. Essa iniciativa agora irá apoiar diagnósticos de conservação em 100 escolas, contando com a participação de quatro universidades estaduais. O novo aditivo também prevê a realização de eventos técnicos, capacitações e intercâmbio de informações, com foco em fortalecer a engenharia pública e melhorar a qualidade de vida da população paranaense.
O presidente em exercício do Crea-PR, Helder Rafael Nocko, ressalta a importância da parceria com o Estado, enfatizando a consistência do trabalho conjunto. Ele diz que “o programa Engenheiros Cidadãos mostra aos estudantes a realidade das infraestruturas do Estado, contribuindo para a formação de profissionais interessados nessa área”. Nocko também destaca que a integração dos projetos do Projetek em um banco de soluções para os municípios propiciará economia de recursos públicos e um fortalecimento na gestão municipal.
Metodologia
O Projetek é direcionado a municípios com até 30 mil habitantes e visa elaborar projetos de engenharia e arquitetura utilizando a metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção). Essa abordagem está em conformidade com a legislação que incentiva o uso desta tecnologia em obras públicas. Até o presente momento, as universidades estaduais conseguiram finalizar 87 projetos que abrangem 59 municípios paranaenses, contemplando desde reformas de escolas e unidades de saúde até sistemas de drenagem urbana e acessibilidade, sempre com ênfase em soluções sustentáveis.
A economia gerada para os cofres públicos municipais já alcançou a marca de R$ 8,8 milhões, resultando em uma média de R$ 101,2 mil por projeto, valor que as prefeituras teriam que pagar no mercado. Para a realização de obras nas áreas de educação, saúde, cultura e saneamento, a carta de serviços dos escritórios acadêmicos inclui projetos arquitetônicos, estruturais, elétricos, hidrossanitários e de prevenção contra incêndio, bem como edificações prediais e infraestrutura urbana.
Fonte:: parana.pr.gov.br




