As exportações de carne suína do Brasil, que incluem tanto produtos in natura quanto processados, alcançaram 129,4 mil toneladas no mês de maio, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira, dia 5. Este volume representa um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações totalizaram 118,8 mil toneladas. Em termos financeiros, a receita gerada pelas vendas foi de US$ 302,1 milhões, um incremento de 3,8% no mesmo comparativo anual.
A ABPA informou ainda que o resultado obtido em maio é o maior já registrado para esse mês, tanto em volume quanto em receita. No acumulado do ano, de janeiro a maio, as exportações somaram 661,7 mil toneladas, representando um crescimento de 13,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o total foi de 584,8 mil toneladas. Em valor, a receita totalizou US$ 1,546 bilhão, um avanço de 11,9% em relação aos US$ 1,382 bilhão apurados no ano anterior.
O principal destino das exportações em maio foram as Filipinas, que importaram 27,2 mil toneladas, uma redução de 3,8% em comparação ao ano anterior. Seguiram na lista o Japão, que aumentou suas compras para 15,2 mil toneladas, marcando uma alta impressionante de 83,2%. O Chile importou 10,9 mil toneladas, com uma leve variação negativa de 0,1%; a China ficou com 8,9 mil toneladas, apresentando uma retração de 25,9%; e o México importou 8,6 mil toneladas, com um crescimento de 20,4%. Outros mercados que se destacaram foram Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%); Argentina, com 5,8 mil toneladas (+13,7%); Uruguai, com 4,7 mil toneladas (+0,3%); Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%); e Singapura, com 4,1 mil toneladas (-50,5%).
De acordo com os dados de exportação por estados, Santa Catarina liderou com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, mostrando um crescimento de 4,9%. O Rio Grande do Sul seguiu com 32,7 mil toneladas (+19,5%), enquanto o Paraná enviou 18,3 mil toneladas (-4,8%). O Mato Grosso contribuiu com 4,6 mil toneladas (+52,4%) e Minas Gerais com 3,7 mil toneladas (+26,5%).
Ricardo Santin, presidente da ABPA, atribui esse desempenho ao aumento da diversificação nos destinos das exportações e à expansão em mercados que oferecem maior valor agregado, como é o caso do Japão. O crescimento também foi impulsionado por compradores de menor volume, que contribuíram para o resultado consolidado do mês.
Os números indicam que a suinocultura brasileira mantém um bom desempenho nas vendas externas no início de 2026. Contudo, a continuidade desse crescimento dependerá da evolução da demanda nos principais mercados importadores e da capacidade do setor em diversificar ainda mais seus destinos ao longo do ano.
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Fonte:: canalrural.com.br




