Bombeiros do Paraná participam de simulado com corporações de SC e RS para resposta a desastres

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

Na última sexta-feira (12), o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) conduziu uma reunião para discutir os resultados do primeiro Simulado Integrado de Atendimento a Desastres da Região Sul. O encontro teve como objetivo analisar a atuação das equipes, consolidar os aprendizados adquiridos e identificar oportunidades de melhoria em futuros exercícios, organizados pelo grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad).

O treinamento, que ocorreu entre terça e quinta-feira (9 a 11), foi realizado em Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, e contou com a participação de bombeiros militares de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Este exercício de grande porte focou na resposta conjunta a desastres, sendo a primeira iniciativa desse tipo no Brasil junto à proposta do Respad, que busca fortalecer a integração entre os Corpos de Bombeiros Militares do país em situações de emergência de alta complexidade.

A atividade integra um conjunto de treinamentos que visam ampliar a capacidade de resposta das corporações diante de eventos climáticos extremos. Este contexto torna-se ainda mais relevante considerando a confirmação do fenômeno El Niño, que, conforme informou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), deve resultar em um aumento significativo das chuvas nos próximos meses.

O simulado mobilizou 22 bombeiros militares do Paraná e dois cães de busca, integrantes da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR. A simulação reproduziu os efeitos de um ciclone extratropical que devastou a região do Vale do Taquari, causando o colapso de estruturas, vítimas sob escombros e áreas afetadas por deslizamentos.

As equipes atuaram seguindo a metodologia empregada nas operações de busca e resgate urbano adotadas pelo Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), uma rede humanitária global da Organização das Nações Unidas (ONU). O exercício foi estruturado de maneira a refletir com precisão os desafios enfrentados em ocorrências reais, exigindo integração entre equipes, coordenação de recursos e tomadas de decisão em cenários complexos.

“As enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul evidenciaram a necessidade de equipes preparadas para atuar de maneira integrada em grandes desastres. O Respad foi criado exatamente para fortalecer essa colaboração entre os estados, padronizar procedimentos e desenvolver uma capacidade nacional de resposta cada vez mais eficiente”, afirmou o major Alexis Iverson Martins, comandante da força-tarefa paranaense durante o simulado.

Integração e Interoperabilidade

Embora os Corpos de Bombeiros Militares brasileiros sejam fundamentados em uma base doutrinária comum, diferenças regionais e operacionais podem influenciar nuances da atuação. Um dos principais objetivos do simulado foi justamente testar a interoperabilidade entre as corporações e aprimorar a integração das equipes em campo.

Durante o exercício, os bombeiros dos três estados trabalharam em conjunto nos mesmos cenários, compartilhando recursos, informações e estratégias operacionais, simulando assim uma resposta coordenada a um desastre de grande magnitude.

“Apesar das particularidades de cada estado, empregamos as mesmas doutrinas, equipamentos e metodologias. Exercícios dessa natureza são fundamentais para alinhar procedimentos, fortalecer a integração e assegurar que, em momentos de necessidade de apoio entre estados, as equipes atuem de forma ágil, segura e eficaz”, acrescentou o major Iverson.

Aprimoramento Operacional

O treinamento não apenas testou protocolos e sistemas de comando, mas também expandiu a experiência operacional dos bombeiros envolvidos. Para muitos dos militares paranaenses, a mobilização para o Rio Grande do Sul representou a primeira atuação fora do estado em uma mobilização da força-tarefa.

De acordo com o major, esse tipo de experiência é crucial para a preparação das equipes desde o momento da mobilização até a atuação no local do desastre. “Vários de nossos bombeiros participaram pela primeira vez de uma operação fora do Paraná. Isso proporciona aprendizado em todas as fases, desde a preparação para o deslocamento até o trabalho integrado com equipes de outros estados. Quando um evento real ocorrer, eles estarão melhor preparados para agir”, destacou.

Próximas Etapas

O simulado no Rio Grande do Sul constituiu a primeira de três etapas de exercícios conjuntos previstos para a Região Sul dentro do programa Respad. A próxima fase ocorrerá no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, com ênfase em enchentes e inundações.

O terceiro treinamento será realizado no Paraná, em agosto, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. Esta atividade focará no combate a incêndios florestais e incluirá uma queima previamente planejada e controlada, permitindo a capacitação das equipes e a implementação de ações preventivas em relação ao material combustível.

A série de exercícios objetiva fortalecer a interoperabilidade entre os estados da Região Sul, preparando as corporações para uma atuação integrada face ao aumento da frequência e complexidade de desastres naturais.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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