Trump diz que Irã teve capacidade reduzida e critica imprensa em jantar

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 24, que as operações militares americanas atingiram severamente o Irã, restando apenas poucos drones ao país persa. A declaração foi feita durante o seu discurso no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um evento remarcado após ter sido interrompido no mês de abril devido a disparos ouvidos nas proximidades do hotel Washington Hilton.

Durante sua intervenção perante jornalistas, autoridades e convidados, o líder norte-americano justificou que a intervenção militar teve como objetivo principal impedir que Teerã desenvolvesse artefatos nucleares. Segundo o mandatário, a capacidade militar iraniana foi drasticamente enfraquecida pelo esforço bélico conduzido pelas forças dos Estados Unidos.

O cenário no Oriente Médio permanece tenso e em constante evolução nas últimas semanas. As forças americanas têm conduzido bombardeios contra instalações militares e infraestruturas estratégicas iranianas, incluindo ferrovias, portos, aeroportos e pontes. Em resposta, o governo do Irã tem direcionado ataques contra nações aliadas dos Estados Unidos na região, a exemplo de Kuwait, Jordânia e Bahrein.

Anteriormente, as administrações haviam chegado a assinar um memorando de entendimento visando um cessar-fogo e o início de negociações para um acordo de paz definitivo. No entanto, o entendimento ruiu após o Irã atacar embarcações no Estreito de Ormuz, justificando que a trégua estaria sendo violada pelas ações de Israel no Líbano. Diante disso, Washington declarou o fim da validade do memorando e retomou as ofensivas contra o território iraniano.

Críticas à imprensa e opositores

Apesar de o evento ser promovido por uma associação jornalística, Trump não poupou críticas aos profissionais da comunicação e veículos de imprensa. Utilizando um tom jocoso, afirmou que a maioria dos presentes no salão sofria da chamada “Síndrome de Perturbação de Trump”, em referência aos críticos de sua gestão.

O presidente também direcionou ataques a apresentadores de programas de televisão norte-americanos, como Jimmy Fallon, Jimmy Kimmel e Stephen Colbert, qualificando-os como figuras tomadas pelo ódio e destituídas de talento humorístico. Uma jornalista da emissora CNN foi aconselhada a “sorrir mais”, enquanto o canal em questão foi rotulado novamente como propagador de notícias falsas.

Em outros trechos de sua fala, o chefe de Estado mencionou obras de infraestrutura na residência oficial, como o novo salão de baile em construção, e relembrou um evento do UFC realizado no gramado da Casa Branca na data de seu aniversário, em 14 de junho. Críticas também foram direcionadas a opositores políticos, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

O atentado frustrado e a nova edição do evento

O jantar de gala realizado nesta sexta-feira ocorreu após o adiamento da data original, marcada para 25 de abril. Na ocasião, o evento foi abruptamente interrompido quando um indivíduo identificado como Cole Allen, de 31 anos e natural da Califórnia, avançou em direção ao salão onde ocorria a recepção. O suspeito foi baleado pelas equipes de segurança e detido, tendo posteriormente se declarado inocente das acusações de tentativa de assassinato do presidente.

Para garantir a segurança do jantar remarcado, o Serviço Secreto implementou um rigoroso perímetro de isolamento em uma extensa área de Washington. O local da cerimônia também foi transferido do hotel Hilton para o Waldorf Astoria — antigo empreendimento de Trump —, resultando em um encontro de proporções menores e com perfil mais intimista, conforme divulgado previamente pela organização.

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou em comunicado que o presidente cumpriu a promessa feita em abril de realizar o evento comemorativo. Por sua vez, a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang, ressaltou que atos de violência não impediriam a continuidade das tradições democráticas e da liberdade de imprensa.

A programação da noite incluiu homenagens a um agente do Serviço Secreto ferido durante a contenção do atirador em abril, cujo colete balístico evitou ferimentos graves, bem como aos funcionários do hotel Hilton que auxiliaram na segurança do local. A direção do órgão de segurança garantiu estar plenamente preparada para a realização do evento, superando as críticas recebidas após a falha de segurança na data original.

Fonte:: estadao.com.br

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