Trump determina redução de treinos militares conjuntos com a Coreia do Sul

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O presidente Donald Trump declarou no domingo, 16, que ordenou ao Pentágono a diminuição dos exercícios militares realizados em conjunto com a Coreia do Sul, nação apontada historicamente como uma aliada estratégica fundamental para a segurança nacional dos Estados Unidos na Ásia-Pacífico.

A determinação tem potencial para intensificar as apreensões entre parceiros asiáticos a respeito da capacidade e da disposição norte-americana atual para conter a influência da China na região. O cenário é agravado pelo intenso redirecionamento de atenção e recursos logísticos gerado pelos conflitos no Oriente Médio, que resultou na redução de estoques de armas críticas e na transferência de ativos militares antes posicionados no continente asiático.

Em uma manifestação divulgada em redes sociais, Trump criticou o governo sul-coreano por não ter se integrado aos esforços voltados à desnuclearização do Irã. No mesmo comunicado, o mandatário argumentou que a Coreia do Norte, liderada por Kim Jong Un, manteve uma postura considerada pacífica e respeitosa durante sua gestão presidencial.

A postagem omitiu os episódios de atrito diplomático ocorridos em 2017, período em que o líder norte-coreano rotulou Trump de forma pejorativa após um pronunciamento na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual os Estados Unidos ameaçaram destruir totalmente o território norte-coreano em caso de legítima defesa dos aliados.

Atualmente, o discurso oficial enfatiza a existência de boas relações diplomáticas com a Coreia do Norte. De acordo com a publicação, essa proximidade justificaria a insatisfação com a continuidade dos acordos de treinamentos militares bilaterais de longa data.

“Esses exercícios não são apenas caros, com grande parte desses custos sendo paga pelos Estados Unidos da América (como de costume!), mas enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, enquanto Donald J. Trump foi presidente, permaneceu pacífico e respeitoso”, pontuou o presidente em sua manifestação pública.

Impactos na estrutura de defesa e reação do Pentágono

Diante da proximidade do cronograma oficial, Trump afirmou que, embora o cancelamento completo das atividades seja inviável no momento, solicitou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, uma redução substancial na presença de tropas e recursos norte-americanos.

As manobras conjuntas entre as forças armadas dos dois países ocorrem de forma contínua há mais de 70 anos, tendo sido iniciadas em 1955, logo após a formalização do armistício de 1953 que encerrou oficialmente o conflito na Península Coreana.

Até o momento, não foram detalhadas as diretrizes exatas sobre como o Departamento de Defesa americano implementará os cortes nos exercícios denominados Ulchi Freedom Shield, cuja duração prevista é de 11 dias com início programado para esta segunda-feira.

Tradicionalmente realizados durante o período de verão, os treinamentos envolvem o efetivo sul-coreano e forças de outros parceiros estratégicos na região do Pacífico, com o objetivo de simular respostas a ameaças diversas, incluindo ataques cibernéticos e incursões de drones. Por sua vez, o governo da Coreia do Norte historicamente condena as manobras, classificando-as como preparativos para uma invasão militar.

Segundo relatos de oficiais de alta patente do setor militar americano, a diretriz surpreendeu a cúpula do Pentágono. Dias antes da declaração, o Comando de Forças Combinadas havia informado à imprensa que as simulações incluiriam cenários de combate contra tropas norte-coreanas, cujos integrantes adquiriram experiência recente em operações militares no contexto do conflito na Ucrânia.

A edição planejada dos exercícios previa a mobilização de cerca de 18.000 militares da Coreia do Sul, além de tropas dos Estados Unidos integradas ao contingente fixo de 28.500 soldados americanos estacionados em território sul-coreano.

Fonte:: estadao.com.br

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