O governo federal anunciou a liberação de R$ 1,3 bilhão destinados ao financiamento de projetos voltados à expansão, modernização de data centers e ao fortalecimento da infraestrutura de conexão à internet em todo o território nacional. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, durante entrevista concedida na última terça-feira (25.ago.2026).
De acordo com o titular da pasta, a iniciativa tem como foco principal preparar o país para as demandas tecnológicas dos próximos anos, impulsionando a capacidade de processamento de dados e a conectividade em larga escala. “Estamos colocando recursos à disposição das empresas para ampliar a infraestrutura digital do país, fortalecer as redes de internet e acelerar a implantação de data centers”, destacou o ministro em declaração à coluna do Broadcast, no Estadão.
Origem dos recursos e planejamento plurianual
O montante bilionário anunciado pelo Executivo será proveniente do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações). A aplicação dessa verba foi planejada para ocorrer ao longo do triênio compreendido entre os anos de 2026 e 2028.
A gestão e a distribuição dos valores não ocorrerão de forma direta pelo ministério, mas sim por meio de instituições financeiras parceiras e agências de fomento. Os recursos serão viabilizados por linhas de crédito específicas operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Estímulo à tecnologia nacional e novas demandas
A injeção de capital no setor tecnológico busca atender a uma série de transformações digitais em curso, com destaque para a disseminação de ferramentas de inteligência artificial e a necessidade de suporte para redes de internet com maior velocidade e estabilidade. Com o tráfego de dados crescendo exponencialmente, a instalação de novos centros de armazenamento e processamento tornou-se uma prioridade estratégica.
Como forma de estimular a indústria nacional e fortalecer o parque fabril e tecnológico interno, o programa estabelece diretrizes rígidas para a utilização do dinheiro. Para a aquisição de maquinário e equipamentos necessários aos projetos, as empresas beneficiadas deverão obrigatoriamente destinar pelo menos 30% do valor financiado à compra de tecnologias desenvolvidas e fabricadas no Brasil.
A medida complementa uma série de esforços institucionais recentes voltados para consolidar o Brasil como um polo atrativo para investimentos em tecnologia da informação e telecomunicações, reduzindo gargalos de infraestrutura e preparando a economia para os desafios da transformação digital nas próximas décadas.
Fonte:: poder360.com.br




