Procuradoria pede encerramento de depoimento sobre supostas intimidações a ex-banqueiro

Redação Rádio Plug
3 min. de leitura
Foto: © Leobark Rodrigues/Secom/MPF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável, nesta quarta-feira (2), ao arquivamento de um depoimento no qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou ter sido alvo de “graves intimidações” durante as negociações para a celebração de um acordo de delação premiada.

O depoimento de Vorcaro, atualmente detido, foi colhido na semana passada por um magistrado auxiliar vinculado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator do chamado caso Master. A oitiva ocorreu após solicitação formal apresentada pela defesa do investigado.

Em parecer encaminhado à Suprema Corte, o órgão ministerial argumentou que o ex-banqueiro deixou de apresentar elementos probatórios que pudessem corroborar as acusações de supostas ameaças sofridas ao longo do processo.

Atualmente, o ex-banqueiro tenta viabilizar a retomada das conversas para firmar uma colaboração premiada com os órgãos de persecução penal, mecanismo que já teve sua proposta rejeitada em duas ocasiões distintas tanto pela Polícia Federal (PF) quanto pela própria Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com os investigadores envolvidos no caso, a recusa ocorreu porque o colaborador não trouxe informações inéditas ou novos fatos que já não estivessem presentes no material anteriormente apreendido, além de não ter assumido formalmente a prática dos crimes investigados.

Desdobramentos e atuação de Moraes

Nos desdobramentos recentes do caso, a PGR defendeu a anulação do relatório da PF que revelou a existência de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Em manifestação protocolada na Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que o ministro André Mendonça teria atuado de forma irregular ao ordenar aprofundamentos nas investigações do caso Master com o objetivo de examinar detalhadamente as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

Segundo a avaliação do chefe do Ministério Público Federal, a ampliação da escopo investigativo sobre o tema exigiria prévia autorização do plenário do STF, o que não teria ocorrido nos moldes apontados pela acusação.

O conjunto das questões processuais pendentes deverá ser submetido à análise do plenário da Suprema Corte, embora o tribunal ainda não tenha estabelecido uma data oficial para a apreciação da matéria.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo