Sindicato da Polícia Federal defende diretores afastados por decisão judicial

Redação Rádio Plug
4 min. de leitura
Foto: © Sindicato dos policiais federais-DF

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF), entidade responsável por representar os funcionários administrativos da corporação em território nacional, manifestou publicamente o seu apoio ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A manifestação ocorreu após a medida judicial que determinou o afastamento de ambos de suas respectivas funções.

Em nota oficial emitida pela diretoria da entidade, o sindicato criticou severamente o contexto da decisão. “O SinpecPF repudia o uso político do Poder Judiciário para atingir a Polícia Federal por meio de seus dirigentes. Divergências e disputas de natureza política não devem se sobrepor à autonomia e à estabilidade de uma instituição de Estado, especialmente às vésperas de uma eleição presidencial, nem comprometer o seu regular funcionamento”, apontou o comunicado divulgado aos servidores e à imprensa.

A entidade destacou ainda a importância da corporação para o país e o impacto que decisões desta magnitude geram no cotidiano operacional e administrativo do órgão. O texto ressalta que a Polícia Federal é uma instituição de Estado, composta por milhares de trabalhadores que asseguram a continuidade das atividades estruturais e operacionais em todas as regiões do Brasil. Por essa razão, qualquer ato que interfira diretamente na cúpula diretiva exige profunda atenção, sobretudo devido aos reflexos diretos na prestação dos serviços públicos e na segurança jurídica do funcionalismo.

De acordo com os dados informados pelo próprio sindicato, o quadro de servidores administrativos da Polícia Federal conta atualmente com aproximadamente dois mil profissionais atuando em solo brasileiro, desempenhando funções vitais para o suporte logístico, técnico e burocrático das investigações e operações policiais.

O afastamento dos dirigentes máximos da inteligência e da direção-geral da corporação decorreu de uma decisão liminar proferida pelo ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de uma solicitação formal apresentada pelo Partido Novo. O entendimento inicial do relator acabou recebendo o respaldo da maioria dos magistrados que compõem a Segunda Turma da Suprema Corte. No entanto, o desfecho definitivo do caso foi temporariamente suspenso após um pedido de vista formulado pelo ministro Gilmar Mendes, que interrompeu a análise colegiada.

Repercussão e posicionamento da categoria

A reação contrária à medida judicial não se limitou ao setor administrativo. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), organização que representa cerca de 2,3 mil delegados em atividade em todo o país, também se pronunciou de maneira firme por meio de nota oficial.

A entidade que representa os delegados argumentou que a remoção ou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal deveria ocorrer exclusivamente mediante uma deliberação do plenário completo do STF, e não por meio de uma decisão de caráter monocrático proferida por um único ministro, ainda que submetida posteriormente à apreciação de um colegiado restrito da Corte.

Além disso, a ADPF classificou o cenário atual como uma crise institucional de grande gravidade. A associação pontuou que, em um intervalo de poucos dias, tanto a estrutura da Polícia Federal quanto os membros de sua direção tornaram-se alvos de procedimentos que, na avaliação da entidade, comprometem a harmonia e a estabilidade interna indispensáveis para o combate à criminalidade e o cumprimento das atribuições constitucionais da instituição.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo