Ex-ministros do STF cobram apuração rigorosa em meio à grave crise na corte

Redação Rádio Plug
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Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Um grupo composto por treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou uma carta aberta ao atual presidente da instituição, ministro Edson Fachin. No documento, os magistrados solicitam que o colegiado conduza uma investigação profunda e rigorosa sobre as recentes denúncias envolvendo integrantes da Corte.

No texto do documento, os signatários formalizam o pedido para que seja convocada uma sessão pública com o objetivo de debater abertamente os episódios recentes. A situação é classificada pelo grupo como a “mais aguda crise” enfrentada pela história da Suprema Corte brasileira.

Embora a manifestação evite citar nominalmente autoridades ou mencionar casos específicos, os ex-integrantes do tribunal argumentam que a gravidade das acusações que vieram a público causa um impacto direto na credibilidade da Justiça perante a sociedade. Segundo o posicionamento, o cenário atual coloca em risco a estabilidade das instituições democráticas em todo o país.

Na mensagem enviada a Fachin, o grupo destaca a expectativa em relação à condução do caso: “[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.”

A carta é assinada por nomes de expressiva trajetória no Poder Judiciário brasileiro:

  1. Ayres Britto;
  2. Carlos Velloso;
  3. Celso de Mello;
  4. Cezar Peluso;
  5. Ellen Gracie;
  6. Eros Grau;
  7. Francisco Rezek;
  8. Ilmar Galvão;
  9. Joaquim Barbosa;
  10. Nelson Jobim;
  11. Néri da Silveira;
  12. Rosa Weber;
  13. Sydney Sanches.

Posicionamento à imprensa

Em um comunicado separado, voltado especificamente para profissionais da imprensa, o ex-ministro Celso de Mello — que esteve à frente da presidência da Corte entre os anos de 1997 e 1999 — enfatizou que qualquer magistrado tem o dever de adotar posturas que evitem que “eventuais condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis” recaiam sobre a imagem do STF.

De acordo com a avaliação de Celso de Mello, nenhuma autoridade do poder público possui o direito de utilizar a relevância do próprio cargo como escudo para se esquivar de prestar esclarecimentos transparentes à opinião pública.

“Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros”, pontuou o ex-presidente do tribunal na nota divulgada aos jornalistas.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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