BNDES inicia cadastro de empresas afetadas por tarifas e conflitos para crédito de bilhões

Redação Rádio Plug
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Foto: © REUTERS/Jorge Silva/ Proibido reprodução

As companhias nacionais que sofreram impactos diretos com a imposição de sobretaxas pelos Estados Unidos e com os desdobramentos geopolíticos da guerra no Oriente Médio já têm caminho aberto para buscar suporte financeiro. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deu início ao período de protocolo para a habilitação das empresas interessadas em acessar os recursos do Plano Brasil Soberano.

A iniciativa coloca à disposição do mercado um montante robusto de R$ 22,6 bilhões em linhas de financiamento. Esta movimentação representa a terceira fase do programa governamental, estruturado inicialmente para mitigar os efeitos das barreiras tarifárias impostas por autoridades norte-americanas às exportações do país. Em uma etapa anterior, realizada no primeiro semestre, o escopo havia sido estendido para abranger negócios feridos economicamente pelo conflito na região do Golfo.

Divisão por setores e critérios de elegibilidade

Nesta nova fase de liberação de crédito, o programa foi segmentado para atender a três frentes principais da economia nacional. O primeiro grupo engloba empresas exportadoras e respectivas cadeias de fornecedores que sentiram o peso das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

O segundo grupo direciona o foco para segmentos industriais considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional, especialmente aqueles voltados ao comércio internacional ou engajados na transição para práticas sustentáveis e de baixo carbono. Estão contemplados neste bloco setores tradicionais como o têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, produtor de minerais críticos e o ramo de máquinas e equipamentos.

Por fim, o terceiro grupo foca nas companhias que mantêm relações comerciais com nações do Golfo Pérsico, contemplando transações com mercados como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Irã.

Para conseguir a aprovação e ter acesso aos recursos, as organizações precisam demonstrar que o comércio com as regiões afetadas pelas barreiras ou pelos conflitos representa ao menos 1% de seu faturamento total.

Condições de financiamento e aplicação dos recursos

Do montante total disponibilizado pelo plano, R$ 13,5 bilhões são provenientes de aportes do Tesouro Nacional, enquanto os outros R$ 9,1 bilhões entram como recursos diretos da instituição financeira. O dinheiro injetado tem destinação específica para reforçar o capital de giro das corporações, viabilizar a aquisição de novos maquinários e equipamentos ou sustentar projetos de investimento de longo prazo.

As taxas de juros aplicadas aos financiamentos variam dentro de uma faixa que vai de 4,3% até 17,5% ao ano. A definição exata da taxa para cada operação leva em consideração o porte da empresa solicitante e a finalidade específica para a qual o crédito será utilizado.

Toda a documentação necessária, o passo a passo para a formulação dos pedidos e as diretrizes normativas completas para a adesão ao programa podem ser consultadas diretamente por meio da página oficial do BNDES na internet.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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