Incêndio florestal de grande proporção atinge Quito e destrói 200 hectares

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

Um grave incêndio florestal assola a região norte de Quito, capital do Equador, mobilizando equipes de emergência em uma operação contínua para conter o avanço das chamas. Até o momento, o fogo já consumiu aproximadamente 200 hectares de vegetação no Morro Casitagua, uma área sensível que exige esforços redobrados das autoridades locais.

De acordo As condições climáticas na zona andina têm sido um obstáculo crítico para o trabalho das equipes de combate a incêndios.

O avanço rápido das chamas é impulsionado principalmente pelas fortes rajadas de vento características da época, somadas à vegetação extremamente seca provocada pela escassez de chuvas recentes. O Corpo de Bombeiros local informou que, apesar da gravidade da ocorrência principal no Casitagua, um esforço concentrado permitiu que outros focos menores registrados ao longo do dia fossem neutralizados com sucesso.

A magnitude da emergência fez com que colunas de fumaça e labaredas fossem avistadas de diversos pontos da capital equatoriana, gerando preocupação na população. O cenário evoca a tensão vivida no dia anterior, quando o centro da cidade também entrou em estado de alerta devido a outro foco de incêndio na zona urbana.

Até o fechamento parcial dos balanços oficiais pelas autoridades de segurança e saúde, felizmente não há registros de pessoas feridas ou de destruição de moradias na área diretamente afetada pelo fogo no morro. Contudo, a topografia acidentada continua representando um grande desafio operacional.

“Existem incêndios, como este, que são muito difíceis de combater devido ao acesso, por isso é importante criar rotas de acesso direto” à área afetada, destacou Jefferson Mera, diretor de operações do Corpo de Bombeiros de Quito, ressaltando as dificuldades enfrentadas pelas equipes terrestres na região de difícil transição.

Dados consolidados pela municipalidade apontam que o período entre os meses de junho e setembro tem sido particularmente severo para o ecossistema local. Foram contabilizados quase duzentos incêndios florestais no município, resultando na devastação acumulada de cerca de 1,2 mil hectares de cobertura vegetal e áreas verdes na capital e arredores.

Diante da gravidade da situação e do risco persistente, a prefeitura e os órgãos de justiça têm mantido uma postura rigorosa contra práticas criminosas. Ao longo deste ano, quatro indivíduos foram formalmente investigados e processados por provocarem incêndios florestais na região, sendo que um deles já recebeu uma sentença condenatória de seis meses de reclusão.

A gravidade do problema climático e ambiental na capital equatoriana traz à memória episódios recentes de grande impacto. Em 2024, Quito enfrentou um dos períodos mais críticos de sua história recente em termos de incêndios florestais, quando uma ocorrência de origem criminosa destruiu 140 hectares de mata, provocou ferimentos em seis pessoas e deixou sete residências completamente arruinadas pelas chamas.

🇨🇴CALI | Continúa sin ser controlado el incendio forestal en el sector de Alto Menga, norte de Cali. Bomberos y voluntarios completan más de ocho horas de labores para contener las llamas, que se han propagado rápidamente debido a los fuertes vientos y ya alcanzaron algunas… pic.twitter.com/GL30L9T3Mc

— 🇩🇴Sandra Acta (@SandraActa) September 18, 2026

Fonte:: estadao.com.br

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