O primeiro MacBook touchscreen da Apple ganhou mais um sinal de que está realmente a caminho.
Um novo post do leaker chinês Instant Digital repete o que relatórios anteriores já indicavam: um próximo MacBook terá tela sensível ao toque. A publicação foi feita no Weibo, rede social chinesa onde o informante costuma divulgar dados da cadeia de suprimentos da empresa.
O famoso leaker classificou a informação como “100% confirmada”, mas não especificou qual modelo receberá o recurso. Os relatos anteriores apontam todos para o MacBook Ultra, nome que vem sendo atribuído ao notebook top de linha previsto para os próximos meses.

Vazamento remete às apurações da Bloomberg
Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, relatou em março que a Apple planeja lançar um MacBook Ultra inédito com tela OLED, toque na tela e preço mais alto, posicionado acima dos atuais MacBook Pro com chips M5 Pro e M5 Max, que seguiriam à venda.
A aposta amplia a estratégia de faixas de preço nos notebooks da marca. Na base está o MacBook Neo, lançado por US$ 599, cerca de R$ 3.100 em conversão direta. No cume ficaria o modelo Ultra, com tela sensível ao toque e o novo processador M6.
Pelo relato de Gurman, a tela OLED com toque deve exibir menus contextuais e opções adicionais relacionadas aos pontos tocados pelo usuário. Há ainda especulação sobre um recorte no estilo Dynamic Island, no lugar do notch atual.
macOS 27 Golden Gate entrega pistas
O software também aponta na mesma direção, o macOS 27 Golden Gate adicionou entrada de toque direto ao Sidecar, recurso que transforma o iPad em segunda tela do Mac. Pela primeira vez, é possível tocar e interagir com elementos do macOS usando o dedo.
Uma mudança reveladora é o gesto de puxar para atualizar, marca registrada do iPhone. A Apple confirmou que Safari, Mail, News, Podcasts e Calendário receberão o recurso, chamado de “Swipe down to refresh”, já no lançamento do sistema.
São ajustes que só fazem sentido pleno em uma interface operada com os dedos.
O que os rumores desenham até agora
A tabela abaixo reúne as principais informações sobre o suposto MacBook Ultra divulgadas até aqui:
| Item | Rumor atual |
|---|---|
| Tela | OLED híbrida (oxide TFT + tandem) de 14 e 16 polegadas |
| Toque | Tela sensível ao toque com menus contextuais |
| Câmera | Furo na tela em recorte estilo Dynamic Island |
| Chip | M6 Pro e M6 Max, processo de 2 nm da TSMC |
| Design | Chassi mais fino e leve que o MacBook Pro atual |
| Lançamento | Fim de 2026 ou início de 2027 |
| Preço | Até 20% acima dos MacBook Pro atuais |
A produção dos componentes já avança. A Samsung planejava iniciar em junho a fabricação em massa dos painéis OLED de 8,6ª geração nos tamanhos de 14 e 16 polegadas, após atingir rendimento acima de 90% nas linhas de produção.
Quinze anos de resistência da Apple
O toque na tela do Mac sempre foi rejeitado publicamente pela empresa. A posição vem desde Steve Jobs, que descartou a ideia no evento de lançamento do MacBook Pro em outubro de 2010:
“Superfícies de toque não querem ficar na vertical. Não funciona. É ergonomicamente terrível”
Segundo Gurman, as vendas de iPad desaceleraram enquanto a demanda por laptops com tela sensível ao toque segue em alta, o que teria convencido a empresa de que chegou a hora dessa convergência parcial.
O preço deve acompanhar a mudança, com o MacBook Pro M5 Max partindo de US$ 2.499, um acréscimo de 20% colocaria o novo modelo na casa dos US$ 3.000, perto de R$ 15.500 pela cotação comercial atual, na faixa de R$ 5,17. Os valores convertidos não incluem impostos brasileiros nem taxas de importação.
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Painéis híbridos movimentam US$ 4 bilhões
Um dado recente dimensiona o peso do projeto na linha de computadores da Apple. Relatório da consultoria Omdia aponta que o notebook deve ser o principal motor de um mercado de telas OLED híbridas para laptops avaliado em US$ 4 bilhões neste ano, cerca de R$ 20,7 bilhões.
A mesma arquitetura de painel já equipa o iPad Pro desde 2024. A combinação de oxide TFT com camadas tandem entrega mais brilho, melhor eficiência energética e vida útil superior em relação aos OLEDs convencionais de camada única. MacRumors
Fato é que o cronograma segue como única incerteza relevante. Gurman indicou recentemente que o início de 2027 parece mais provável que o fim de 2026, por causa da escassez global de chips de memória, mesmo com os painéis da Samsung prontos para produção em escala.
Fonte(s): GSMArena e Instant Digital no Weibo
Fonte:: mundoconectado.com.br




