Desafio do open finance envolve transformar infraestrutura robusta em conhecimento prático para o consumidor brasileiro

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Fabio Barros Mande um e-mail

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O ecossistema do Open Finance no Brasil atingiu um patamar significativo de maturidade em sua infraestrutura, consolidando-se ao longo dos últimos anos. No entanto, o sistema financeiro nacional agora se depara com um obstáculo crucial: garantir que essa evolução tecnológica seja plenamente compreendida e utilizada no dia a dia pelos consumidores.

Atualmente, o modelo brasileiro conta com a participação de cerca de 800 instituições financeiras. A robustez da rede se reflete no volume de operações, registrando 7 bilhões de chamadas de API semanalmente e aproximando-se de 240 milhões de consentimentos ativos. Esses números abrangem uma base de 130 milhões de pessoas físicas e quase 2 milhões de empresas. Além disso, o ano de 2025 marcou um salto expressivo na adoção da ferramenta, com os pagamentos realizados por meio da arquitetura registrando um crescimento de oito vezes em comparação ao período anterior.

De acordo com Patrícia Albani, gerente de Produtos Open Finance da Unicred, as estatísticas demonstram a grandiosidade de um ecossistema moldado de maneira colaborativa por todo o setor financeiro. Por outro lado, a especialista destaca que os dados também dimensionam a magnitude do obstáculo relacionado à comunicação e à educação financeira da população.

Um levantamento realizado pela empresa de pesquisa Atlas Intel ilustra esse cenário: embora 81% dos brasileiros afirmem já ter ouvido falar sobre o Open Finance, apenas 21% possuem clareza real sobre o funcionamento e o propósito da ferramenta.

Em participação recente em entrevistas especializadas do setor de tecnologia e finanças, Patrícia avaliou a jornada de desenvolvimento do Open Finance no país. Na ocasião, a executiva pontuou o grau atual de maturidade da rede, enfatizando os progressos alcançados nos protocolos de infraestrutura, nas interfaces de programação de aplicações (APIs), nos mecanismos de compartilhamento de dados e nas soluções de pagamentos integrados.

Próximos passos para a popularização do sistema

Durante as análises sobre o futuro do setor, a representante da Unicred apontou as principais barreiras que dificultam a disseminação em massa da tecnologia entre os correntistas comuns. Para ela, o foco da próxima fase do Open Finance precisará mudar estrategicamente.

O desafio central consistirá em traduzir toda a infraestrutura técnica já implementada em vantagens palpáveis e de fácil percepção para o usuário final. Somente ao tornar os benefícios claros e acessíveis é que o mercado conseguirá avançar na conversão da curiosidade superficial em uso efetivo da ferramenta, consolidando o modelo como parte rotineira da vida financeira dos brasileiros.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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