BRASÍLIA, 27 de maio (Reuters) – Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, está considerando a recomendação de duas mulheres para preencher as vagas disponíveis no Comitê de Política Monetária (Copom). Este colegiado, que é formado por nove membros, é responsável por definir as diretrizes de taxa de juros, conforme relatado por três
Dentre as profissionais que estão sendo avaliadas para a diretoria de Política Econômica do Banco Central, destaca-se Cecília Machado, que atualmente ocupa o cargo de economista-chefe no banco BOCOM BBM. Machado possui um doutorado em economia pela Universidade de Columbia, o que a qualifica para um papel importante dentro do colegiado.
Outra indicação que está sendo considerada é a de Marina Copola, atual diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é especialista em direito econômico e comercial. Copola é vista como a principal candidata para assumir a diretoria de Organização do Sistema Financeiro, conforme as informações obtidas.
Atualmente, o colegiado da CVM está operando de forma limitativa, com apenas dois diretores efetivos, sendo Copola um deles. Contudo, na semana passada, o Senado aprovou as indicações de dois novos diretores, incluindo um novo presidente, o que reduz o risco de que a saída de Copola impacte negativamente os trabalhos da comissão.
Contexto Atual e Desafios
Essa questão tem sido comumente levantada por Galípolo em suas declarações públicas sobre o preenchimento das vagas.
O Banco Central não se manifestou oficialmente sobre o assunto, e até o momento, a Reuters não conseguiu contato com as candidatas Cecília Machado e Marina Copola para comentários.
Caso essa proposta avance, poderá marcar um momento histórico ao aumentar o número de mulheres no Copom para três, somando-se à atual diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa, cujo mandato está previsto para terminar em 2028. Essa mudança seria significativa, uma vez que apenas seis mulheres já ocuparam cargos no colegiado desde sua criação, evidenciando o domínio masculino na história da instituição.
As incertezas quanto ao preenchimento das vagas são agraciadas pela percepção de Lula sobre as limitações de sua influência no Banco Central, conforme ele aponta a autonomia do banco estabelecida pela lei de 2021. Essa ler a lei foi criada com o intuito de garantir a independência do Banco Central, critério que Lula frequentemente contesta ao mencionar as dificuldades em realizar as indicações.
Atualmente, o Banco Central já tomou três decisões de política monetária apenas com sete dos nove membros do grupo, uma situação sem precedentes na história do órgão. O setor de Política Econômica, que é incumbido de fornecer análises e previsões que apoiam as decisões relacionadas às taxas de juros, está sendo gerido de forma interina por Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais. Além disso, o diretor de Regulação, Gilneu Vivan, também está acumulando funções, respondendo pela diretoria de Organização do Sistema Financeiro.
De acordo No último mês, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, uma derrota que qualificou como histórica para o presidente.
O cenário legislativo tende a se complicar ainda mais à medida que o cronograma para votação de indicações se intensifica com a proximidade das eleições gerais de outubro, período que, tradicionalmente, resulta em uma desaceleração nas atividades do Congresso.
Fonte:: infomoney.com.br




