Governo federal promulga marco legal para impulsionar expansão de data centers no país

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Governo Federal deu um passo importante para consolidar o país no mapa global da infraestrutura digital. Foi sancionada nesta terça-feira, 15 de setembro, a legislação que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata. A medida tem como objetivo central dinamizar e acelerar a implantação, modernização e ampliação de centros de processamento de dados em território nacional, criando um ambiente econômico mais favorável para atrair capitais estrangeiros e nacionais voltados à tecnologia da informação.

Com a nova diretriz normativa, o ecossistema tecnológico brasileiro ganha fôlego para competir em pé de igualdade com polos consolidados no exterior. A infraestrutura digital tornou-se a espinha dorsal da economia moderna, impulsionada pelo avanço vertiginoso da inteligência artificial generativa, pela expansão contínua da computação em nuvem e pelo volume massivo de informações geradas diariamente por empresas e cidadãos. A demanda por capacidade de processamento e armazenamento nunca foi tão alta, o que torna urgente a criação de mecanismos que estimulem esses aportes financeiros.

Benefícios fiscais e desoneração tributária para o setor

O coração do Redata reside na desoneração fiscal concedida às empresas que decidirem investir na construção ou na expansão de centros de dados no Brasil. O pacote de incentivos contempla a suspensão ou redução a zero de tributos fundamentais que costumam elevar o custo de projetos de grande porte na área de tecnologia.

Entre os encargos abrangidos pelo novo regime especial estão a Contribuição para o PIS/Pasep, a Cofins, a Contribuição para o PIS/Pasep-Importação, a Cofins-Importação, além do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação. A vigência desses benefícios fiscais foi estabelecida inicialmente por um período de cinco anos, prazo considerado estratégico para viabilizar a fase inicial de maturação e implementação dos complexos tecnológicos.

Além das operadoras diretas dos centros de processamento, a legislação estende vantagens a fornecedores de equipamentos, hardware e produtos de alta tecnologia diretamente vinculados aos empreendimentos que receberem habilitação no programa. Dessa forma, cria-se uma cadeia produtiva integrada, beneficiando toda a indústria de suporte tecnológico nacional.

Sustentabilidade e desenvolvimento regional como premissas

Apesar da forte ênfase na atração de capitais e na modernização tecnológica, o marco legal aprovado impõe diretrizes claras ligadas à responsabilidade socioambiental e à equidade territorial. A concessão dos incentivos fiscais está atrelada ao cumprimento de exigências rigorosas de sustentabilidade.

Entre as exigências destacadas no texto legal está a obrigatoriedade de priorizar o uso de matrizes energéticas limpas e renováveis para suprir a intensa demanda energética que os data centers exigem para operar e resfriar seus servidores. Essa preocupação reflete o compromisso com a transição energética global e a redução da pegada de carbono do setor tecnológico.

Outro ponto de expressiva relevância social é a previsão de direcionamento de recursos e estímulos para o fortalecimento do desenvolvimento industrial e tecnológico com foco estratégico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A estratégia busca descentralizar os investimentos em infraestrutura digital, historicamente concentrados no eixo Sudeste, promovendo a geração de empregos qualificados e a inclusão digital em áreas tradicionalmente menos assistidas.

O desafio da regulamentação e os próximos passos

Embora a sanção presidencial represente uma vitória significativa para o setor de tecnologia da informação e comunicação, especialistas e agentes de mercado ressaltam que o verdadeiro impacto prático do Redata dependerá agora de uma célere e eficiente regulamentação por parte do Poder Executivo.

Nesta fase subsequente, caberá aos órgãos competentes detalhar os procedimentos burocráticos para a habilitação das companhias interessadas, estabelecer os critérios técnicos específicos e definir as contrapartidas detalhadas que assegurarão o usufruto pleno das vantagens tributárias. A corrida contra o tempo para publicar essas normas complementares é vista como essencial para que o Brasil não perca oportunidades diante de nações vizinhas e concorrentes globais na corrida pela soberania digital e tecnológica.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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