Governo prepara Desenrola para trabalhadores informais e adimplentes

Redação Rádio Plug
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Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Desenrola Brasil

O governo está implementando uma nova fase do programa Desenrola Brasil, que visa ajudar pessoas adimplentes que, apesar de manter suas contas em dia, enfrentam dificuldades devido às altas taxas de juros do mercado. A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que mencionou que a nova linha de crédito deve ser anunciada até o início de junho e terá foco também nos trabalhadores informais.

Entrevista ao Bom Dia Ministro

Em uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido no Canal Gov, Durigan destacou a situação dos trabalhadores informais no Brasil, ressaltando que eles não possuem uma renda fixa mensal. “Ele não tem uma renda fixa por mês, ele não tem um salário recorrente, ele ganha seu sustento de maneira muito pontual, de forma errática. E essa categoria é a que mais enfrenta juros elevados no país”, explicou o ministro.

Sobre o Desenrola

No dia 4 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente o novo Desenrola Brasil, programa destinado à renegociação de dívidas que abrange a população com rendimentos de até cinco salários mínimos, o que equivale, atualmente, a R$ 8.105. O programa permitirá que os cidadãos renegociem débitos de cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Esse novo programa é uma reformulação da política anterior de renegociação, sendo criado com o objetivo de aliviar a carga financeira sobre as famílias, especialmente aquelas que possuem dívidas com altos custos financeiros.

A nova iniciativa também inclui a possibilidade de renegociação das dívidas dos estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Durigan afirmou que estudantes que estão em dia com suas parcelas também devem ser beneficiados nesta próxima fase do programa.

Justificativas do Ministro

Dario Durigan negou que o Desenrola seja um incentivo ao não pagamento das dívidas. Ele argumenta que é justo que os adimplentes também recebam algum tipo de estímulo. Para o ministro, o elevado endividamento da população é resultado do “período difícil” enfrentado pelo Brasil durante a pandemia, atrelado à falta de políticas efetivas do governo anterior, que resultou em altos índices de desemprego, estagnação da renda familiar e falta de reajuste do salário mínimo.

“O que buscamos promover aqui é a adimplência, ou seja, o pagamento das contas. É isso que nos interessa. Portanto, não podemos encarar o programa Desenrola, que é um sucesso, como algo contínuo; não será assim”, destacou Durigan.

O ministro concluiu afirmando que é essencial aproveitar o momento pós-pandemia e a transição de governos para trazer esperança à população e oferecer a chance de renegociar dívidas. “É o momento de renegociar e liquidar as dívidas. Por isso, queremos encorajar os bons pagadores, seja no caso de um estudante do Fies que está em dia, seja aqueles que enfrentam taxas de juros altas, mas continuam cumprindo suas obrigações financeiras”, finalizou.

Assim, esta nova fase do programa Desenrola Brasil se apresenta como uma iniciativa significativa para proporcionar alívio financeiro a brasileiros que, mesmo adimplentes, enfrentam dificuldades devido ao cenário econômico atual.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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