IAT prorroga por mais 40 dias proibição para pesca e uso da água na Represa do Capivari

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou por mais 40 dias a proibição da pesca, do consumo de pescado e do uso da água da Represa do Capivari para atividades recreativas, como banho e natação. Essa decisão é consequência de um acidente ambiental que ocorreu no dia 26 de abril, na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

A restrição, que agora se estende até o dia 12 de julho, abrange todas as modalidades de pesca, incluindo a profissional, amadora e de subsistência. A portaria também impede o uso da água para dessedentação de animais e outras finalidades que possam representar risco à saúde, abrangendo uma área de dois quilômetros ao redor do local do acidente.

A decisão de prorrogar a restrição foi tomada de forma preventiva em virtude do derramamento de tintas, vernizes e solventes, que são classificados pela Organização das Nações Unidas como substâncias com potencial para contaminar corpos hídricos e a biota aquática.

Conforme informações contidas na portaria, existe risco de presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos) e metais pesados na água e nos organismos aquáticos. A dispersão desses compostos pode acarretar ameaças à saúde pública, especialmente pelo consumo de pescado contaminado.

Detalhes do Acidente

O acidente que originou a proibição ocorreu quando um caminhão que transportava tintas e solventes derrapou e caiu na Represa do Capivari, no quilômetro 42 da BR-116, durante uma intensa chuva. Como resultado, parte da carga atingiu o barranco e as águas da represa. Infelizmente, duas pessoas perderam a vida no incidente.

Logo após a ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de órgãos ambientais foram mobilizadas para atender a situação, bem como para realizar ações de contenção ambiental. O trabalho conjunto visou minimizar os impactos do acidente e proteger o meio ambiente local.

De acordo com o IAT, a decisão de prorrogar a proibição segue os princípios da prevenção e da precaução estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente. O objetivo é salvaguardar a integridade dos ecossistemas aquáticos até que as análises laboratoriais sobre a qualidade da água sejam concluídas.

Por fim, o descumprimento da portaria poderá acarretar sanções conforme a legislação ambiental vigente, incluindo penalidades administrativas e possíveis consequências criminais.

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Fonte:: iat.pr.gov.br

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