SÃO PAULO, 25 de maio (Reuters) – A indústria da construção civil está otimista em relação a um aumento significativo nos lançamentos de imóveis no segundo trimestre deste ano, em comparação com o primeiro trimestre. Esse otimismo se deve, em grande parte, a um represamento de lançamentos que ocorreu entre o final de março e o início de abril, motivado pela expectativa de mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, de acordo com especialistas do setor.
Celso Petrucci, economista do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de São Paulo (Secovi-SP), comentou que “a impressão é de que houve um represamento de lançamentos para que as construtoras possam usufruir dos novos valores de teto”. Essa estratégia pode proporcionar às empresas uma margem de lucro mais alta, uma vez que os novos tetos poderão facilitar a oferta de imóveis mais acessíveis.
Ele acredita que “provavelmente, no segundo trimestre, teremos um número maior de lançamentos em comparação ao primeiro trimestre”. No entanto, é importante notar que durante o primeiro trimestre deste ano, os dados mostraram uma queda de 4,9% nos lançamentos de imóveis residenciais, em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, houve uma queda ainda mais acentuada de 32,1% comparado ao último trimestre de 2025, conforme informações apresentadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).
Em seu relatório, Petrucci também declarou que o setor não apresenta preocupações com o desempenho sazonal, já que frequentemente os lançamentos no final de cada ano tendem a ser mais expressivos do que no começo do ano seguinte. Essa dinâmica do mercado imobiliário reflete as tendências de compra e venda que variam ao longo do ano.
A expectativa é que a combinação de novos lançamentos e ajuste nos preços possa trazer um novo fôlego para a indústria, impulsionando não apenas as vendas, mas também a geração de empregos e movimentação da economia. Assim, muitos players do setor permanecem otimistas, acreditando que as mudanças no programa habitacional possam revigorar a confiança dos consumidores e, consequentemente, aquecer o mercado.
Com o desenrolar dos próximos meses, será interessante acompanhar os dados do setor e entender como esses fatores se inter-relacionam, refletindo nas futuras transações imobiliárias no Brasil.
Fonte:: infomoney.com.br




