INSS: PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas

Redação Rádio Plug
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Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deram início, nesta quarta-feira (27), a uma nova fase da Operação Sem Desconto, que se desenvolve em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. O foco da operação é apurar um esquema de descontos associativos não autorizados que impactam aposentadorias e pensões no Brasil.

De acordo com a nota divulgada pela PF, estão sendo executados 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares que incluem monitoramento eletrônico, todas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Objetivos da operação

O objetivo desta fase da operação é aprofundar as investigações sobre uma série de crimes que prejudicam a administração pública. Entre as práticas investigadas estão a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial. A PF enfatizou a gravidade do cenário e a necessidade de apuração rigorosa dessas infrações.

Fases anteriores

Vale lembrar que em março, a PF e a CGU já haviam realizado a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. Naquela época, as autoridades cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras ações cautelares, tanto no Ceará quanto no Distrito Federal.

Em abril de 2025, a Operação Sem Desconto havia sido lançada com o intuito de desvendar irregularidades relacionadas a descontos indevidos sobre benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões emitidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações já revelaram um grande volume de recursos que teriam sido descontados ilegalmente.

Impacto financeiro

A investigação estima que as entidades que estão sob suspeita tenham descontado, sem autorização, cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre os anos de 2019 e 2024. Durante o curso da primeira fase da Operação Sem Desconto, ao menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções por envolvimento nas irregularidades identificadas.

Cerca de 700 policiais federais, junto a 80 servidores da CGU, mobilizaram-se para cumprir mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão. Ademais, foram emitidas ordens de sequestro de bens que totalizam mais de R$ 1 bilhão, além de seis mandados de prisão temporária em diferentes estados, incluindo o Distrito Federal.

A continuidade destas operações e a rigorosa investigação são essenciais para garantir a proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas, além de restaurar a integridade de um sistema que deveria ser confiável e transparente.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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