O Ministério da Saúde do Líbano anunciou que, nesta quarta-feira, 3, dois paramédicos foram mortos em um ataque realizado por Israel no sul do país. Com esses novos óbitos, o total de profissionais de saúde e emergência que perderam a vida desde o começo do conflito entre Israel e Hezbollah, iniciado em março, chega a pelo menos 130.
Em um comunicado, o ministério declarou que “o inimigo israelense atacou diretamente uma ambulância pertencente à Associação de Escoteiros Risala”, que está associada ao Hezbollah e ao movimento Amal. O ministério informou que o ataque deixou um paramédico morto e feriu gravemente um terceiro, cujos ferimentos são considerados críticos.
Imagens divulgadas pelo Ministério da Saúde mostram a ambulância severamente danificada, com máscaras cirúrgicas espalhadas pela estrada, evidenciando a gravidade da situação. O ataque ocorre em um momento delicado, já que diplomatas de Israel e Líbano estão envolvidos em novas negociações diretas em Washington.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que as negociações entre Israel e Líbano continuam nesta quarta-feira, após progressos nas discussões. O porta-voz Tommy Pigott afirmou que o objetivo das conversas é alcançar um acordo que ajude a restaurar a soberania do Líbano e promova a segurança de Israel.
A Agência Nacional de Notícias (NNA), veículo estatal do Líbano, informou que um ataque israelense anterior atingiu um veículo na região de Khaldeh, próxima à entrada sul de Beirute. A agência noticiou também que Israel realizou bombardeios em aproximadamente 20 localidades no sul do Líbano ao longo do dia.
Além disso, as forças israelenses relataram ter interceptado uma “aeronave hostil” que cruzou para seu território vinda do Líbano, marcando o primeiro incidente dessa natureza registrado pelos militares em mais de um dia.
As autoridades israelenses reiteraram suas advertências de que poderão intensificar os ataques aos subúrbios ao sul de Beirute, caso o Hezbollah dispare projéteis contra comunidades no norte de Israel. Segundo o governo de Israel, esta estratégia conta com o apoio dos Estados Unidos. Até o momento, o grupo libanês não reivindicou a autoria de ataques recentes.
Fonte:: estadao.com.br




