O início do mata-mata da Copa do Mundo trouxe um impacto significativo para o setor de bares no Brasil, não apenas no que diz respeito ao desempenho esportivo, mas também em termos financeiros. Um exemplo claro disso foi o jogo contra o Japão, que garantiu a classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final. De acordo com dados recentes do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o microssetor de Bares, Discotecas e Casas Noturnas registrou um aumento de 86,1% em seu faturamento nominal na data da partida, 29 de junho, em comparação ao mesmo dia da semana anterior, em 2025.
Este resultado é histórico e representa a maior alta já vista nos jogos da Seleção durante a Copa, superando outros momentos significativos de edições anteriores do torneio. Anteriormente, a maior elevação tinha sido em 2022, durante o jogo contra a Coreia do Sul, que também ocorreu em uma segunda-feira e terminou com uma vitória expressiva do Brasil, 4 a 1.
Segundo Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, é possível observar uma tendência de crescimento nas vendas dos bares à medida que o campeonato avança. Com as partidas se tornando cada vez mais decisivas, os estabelecimentos se transformam em verdadeiros pontos de encontro para os torcedores. A interpretação é clara: quanto mais longe o Brasil for no torneio, maior será o movimento nos bares, resultado de um aumento no consumo em comparação com a normalidade.
Além do mais, esse fenômeno promove uma mudança nos hábitos de compra dos consumidores, canalizando a disposição para gastar em ambientes sociais, onde a alimentação e a celebração ganham destaque. “A Copa impacta diretamente a rotina de consumo do brasileiro. No jogo da classificação, observamos uma desaceleração no varejo tradicional, enquanto os bares experimentaram o maior crescimento até agora nas partidas analisadas. Isso ilustra como grandes eventos nacionais conseguem reorganizar horários, canais e categorias de consumo”, complementa Alves.
Consumo revela tendências diversas antes e durante o jogo
A análise detalhada do comportamento do consumo por horários confirma as observações do especialista da Cielo. No varejo, notou-se um aumento de 5,44% nas vendas às 12h, indicando que muitos consumidores estavam antecipando suas compras antes da partida. Em supermercados, o incremento foi ainda mais destacado, chegando a 6,57% ao meio-dia, sugerindo uma clara preparação para o jogo. Por outro lado, os bares alcançaram um pico de vendas às 16h, com um aumento considerável de 11,27%, no período imediatamente anterior ao início da partida.
Em contrapartida, o varejo tradicional enfrentou uma queda significativa, com uma retração de 20,4% no dia do jogo em comparação ao mesmo dia da semana anterior de 2025. A diminuição se agravou nas lojas físicas, que registraram uma queda de 21,6%, e no e-commerce, que viu uma redução de 17,5% nas vendas.
Além da notável elevação nas vendas dos bares, o Varejo Alimentício Especializado foi outro destaque positivo, com um crescimento de 9,3%. No entanto, o setor de Recreação e Lazer experimentou a maior queda, de 35,6%, evidenciando a diminuição da movimentação em atividades que não envolvem a folia dos jogos. O setor de Alimentação, incluindo Bares e Restaurantes, também recuou em suas vendas, apresentando uma queda de 6,0%, enquanto Turismo e Transporte tiveram uma retração de 11,7% e Supermercados e Hipermercados apresentaram uma diminuição de 13,3% nas vendas.
Fonte:: bemparana.com.br




