Mercado cambial brasileiro registra baixa influenciado por cenário externo e commodities

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Canalrural.com.br

O dólar à vista registrou movimentação de baixa frente ao real durante a manhã desta terça-feira (25), impulsionado principalmente pela melhora no ambiente externo e pelo comportamento dos mercados internacionais. O principal vetor para essa oscilação negativa foi a desvalorização expressiva do petróleo, que recuou mais de 3%, mantendo a cotação do Brent abaixo da marca de US$ 90 por barril, somada à retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, com maior ênfase nos vencimentos de longo prazo.

Nas primeiras negociações do dia, por volta das 10h50, a moeda norte-americana apresentava leve variação negativa de 0,04%, sendo negociada a R$ 5,1510. No pregão anterior, o câmbio havia encerrado o dia em alta de 0,16%, cotado a R$ 5,1532, após uma sessão marcada por oscilações modestas e liquidez reduzida, em um momento de calmaria no cenário político e eleitoral.

Fatores geopolíticos e o mercado de energia

No cenário internacional, os investidores repercutiram notícias referentes a tratativas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Circulavam no mercado relatos sobre uma suposta proposta norte-americana que contemplaria a suspensão de sanções econômicas em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, embora tal informação ainda carecesse de confirmação oficial por parte de Washington.

Diante desse panorama geopolítico, a retração nos preços do petróleo exerceu um alívio imediato nas expectativas globais, atenuando os temores de que um novo choque energético pudesse pressionar ainda mais a inflação internacional e, por conseguinte, forçar os bancos centrales globais a manterem taxas de juros elevadas por mais tempo.

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Paralelamente, o mercado financeiro global manteve o foco em uma agenda carregada de indicadores econômicos nos Estados Unidos ao longo da semana. O comportamento dos juros futuros e o recuo dos rendimentos dos títulos públicos norte-americanos funcionaram como elementos adicionais de ajuste para a cotação das moedas emergentes, incluindo o real.

Indicadores econômicos e confiança no Brasil

No âmbito doméstico, o noticiário econômico trouxe dados referentes ao comportamento dos consumidores e às contas públicas. A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou uma retração de 3,6 pontos no mês de agosto, atingindo 84,7 pontos. Trata-se do patamar mais baixo observado desde novembro de 2022.

De acordo com a instituição de pesquisa, esta constitui a quarta queda consecutiva no indicador, o que evidencia uma deterioração no humor e na percepção das famílias brasileiras em relação à economia. Os analistas apontam que esse movimento pode antecipar uma desaceleração no ritmo do consumo ao longo do segundo semestre do ano.

Outro ponto de atenção para os agentes financeiros era a divulgação da arrecadação federal relativa ao mês de julho, cuja publicação estava agendada para esta terça-feira (25), mas acabou sendo adiada. As projeções reunidas na mediana das estimativas do mercado indicavam uma arrecadação em torno de R$ 284,6 bilhões para o período, comparado ao resultado de R$ 264,437 bilhões registrado no mês anterior.

Dessa forma, o mercado de câmbio brasileiro seguiu operando sob um viés predominantemente de baixa no período da manhã, equilibrando os reflexos do cenário internacional — com destaque para a energia e os títulos americanos — com a absorção dos dados recentes da economia nacional e a expectativa por novos informes fiscais.

Fonte:: canalrural.com.br

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