Ministério da Fazenda aponta juros como motor do crescimento da dívida pública

Redação Rádio Plug
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Foto: © Lula Marques/ Agência Brasil.


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O cenário econômico nacional voltou a ser pauta de discussões centrais sobre o equilíbrio fiscal e o endividamento do Estado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou publicamente que a expansão recente da dívida brasileira não tem relação com o excesso de despesas públicas, mas sim com o patamar elevado das taxas de juros praticadas no país. De acordo com o representante da pasta econômica, a necessidade constante de quitar obrigações financeiras anteriores por meio da emissão de novos títulos gera um efeito cascata que eleva expressivamente o volume de juros pagos pelo governo.

A manifestação do ministro ocorreu durante uma entrevista concedida à Globonews. Na ocasião, Durigan detalhou a complexidade da mecânica financeira que impacta as contas públicas, reconhecendo que existe uma conexão entre o debate fiscal e a política de juros, mas ponderando que há elementos determinantes que exercem forte pressão sobre as taxas cobradas no mercado interno.

Questionado diretamente se o volume de gastos do governo federal estaria estimulando a manutenção de juros em patamares elevados, o ministro rechaçou a premissa e assegurou que a administração federal mantém o equilíbrio entre o que é arrecadado e o que é despendido.

“O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”, declarou Durigan durante a entrevista, reforçando a tese de que a dinâmica de refinanciamento dos compromissos financeiros anteriores é o verdadeiro catalisador do endividamento.

Impacto da taxa Selic nas contas públicas

Os reflexos dessa dinâmica na prática financeira do país podem ser observados nos registros oficiais do governo. Em julho, dados divulgados pelo Tesouro Nacional evidenciaram que a forte emissão de papéis atrelados diretamente à Taxa Selic — os juros básicos que norteiam a economia nacional — provocou um avanço expressivo na Dívida Pública Federal (DPF) ao longo do mês de junho, fazendo com que o indicador superasse a marca de R$ 9,2 trilhões.

Para o Ministério da Fazenda, esse cenário comprova que a política monetária restritiva e os custos associados ao serviço da dívida exercem um peso muito superior ao das despesas correntes da máquina estatal no processo de acumulação de débitos.

Perspectivas e avaliação da economia

Apesar dos desafios relacionados ao endividamento decorrente da rolagem de títulos, o ministro da Fazenda fez questão de ressaltar que os fundamentos macroeconômicos do Brasil seguem sólidos. Segundo ele, o governo continuará empenhado em implementar medidas voltadas para o aprimoramento do resultado fiscal, buscando sempre a eficiência na gestão dos recursos públicos.

Durigan também pontuou que, sob a ótica econômica geral, o país apresenta indicadores positivos, destacando o controle inflacionário — que classificou como detentor do melhor resultado da história — e a melhora gradual na percepção das agências internacionais de classificação de risco em relação à economia brasileira.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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