Odair Hellmann reclama da arbitragem e aponta favorecimento ao Fluminense após empate no Brasileirão

Redação Rádio Plug
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Odair disparou após empate com o Flu. Foto: Heu...

O técnico Odair Hellmann não escondeu a indignação com a atuação da arbitragem após o empate por 3 a 3 entre o Athletico e o Fluminense. O comandante rubro-negro direcionou fortes críticas ao árbitro Felipe Fernandes de Lima, de Minas Gerais, e também questionou os critérios adotados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em relação às jogadas disputadas pelo atacante Kevin Viveros.

Durante a entrevista coletiva pós-partida, o treinador expressou seu descontentamento com a condução do confronto e argumentou que sua equipe acabou sofrendo prejuízos em campo. Para ele, as decisões tomadas ao longo dos noventa minutos beneficiaram a equipe carioca, gerando um clima de revolta tanto na comissão técnica quanto na torcida presente na Arena da Baixada.

Críticas severas aos critérios e à condução do jogo

O comandante do Furacão destacou que a equipe de arbitragem demonstrou falta de critério uniforme, especialmente no que tange aos lances envolvendo o setor ofensivo rubro-negro. Segundo o técnico, existe uma interpretação pré-concebida por parte dos analistas em relação ao centroavante.

“Eu não gostei da arbitragem. No final, eles têm essa preocupação que a gente venha aqui e fale. Não gostei do critério e da condução. Vou chorar aqui porque estou chorando com razão. É brincadeira o que fazem com o Viveros. Uma hora é falta, outra não. Agora eles, os especialistas, se reuniram lá dentro da sala da CBF e decidiram que todo lance do Viveros é ele quem faz falta. Aí, meu irmão, fica difícil. Não gostei e acho que foi uma arbitragem que ajudou o Fluminense”, disparou Odair.

O ponto alto da tensão ocorreu na reta final da partida, quando Viveros balançou as redes e garantiu a igualdade no marcador. O lance passou por uma rigorosa revisão do árbitro de vídeo (VAR), e as imagens exibidas no telão da Arena da Baixada indicavam a mensagem de “não impedimento”. No entanto, para a surpresa geral, o árbitro central manteve a decisão de anular o lance no gramado, aumentando ainda mais o descontentamento dos torcedores.

A polêmica do impedimento semiautomático

Outro elemento que gerou debates intensos foi a utilização da tecnologia de impedimento semiautomático. De acordo

A situação foi ironizada pelo técnico athleticano, que questionou a complexidade que os novos recursos tecnológicos vêm impondo ao esporte, muitas vezes anulando gols por detalhes milimétricos que tiram a naturalidade do jogo.

“Esse impedimento semiautomático, meu senhor Jesus Cristo, dai-me forças… Aí de quem aperta o botão. Estamos começando a dificultar o que é mais importante no futebol, que é o momento do gol. Não sei o que estamos buscando para acontecer o gol. Vi lá no telão e vi um que não sei se foi impedimento. Acho que até o Rivaldo podia estar um pouquinho à frente, mas é cada vez mais milimetricamente para tirar gol”, contestou o comandante.

A reação e a resposta ao presidente do Fluminense

A insatisfação com a arbitragem de Felipe Fernandes de Lima não ficou restrita ao lado paranaense. Após o apito final, Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, também se manifestou publicamente para reclamar das decisões tomadas em campo, concentrando suas críticas na penalidade máxima assinalada a favor dos mandantes nos acréscimos do segundo tempo.

Viveros salvou o Furacão de uma derrota na Baixada. Foto: Paulo De Tarso/AGIF/Folhapress

O dirigente tricolor classificou o resultado como injusto e questionou a intepretação do árbitro no lance do pênalti cometido sobre o goleiro Fábio.

“Vim aqui dizer que hoje o Fluminense não merecia esse empate. Saímos daqui com o gosto amargo. E esse empate acontece por conta de um pênalti que estamos até agora tentando entender o que o árbitro viu em campo. A bola está indo em direção ao Fábio, que vai para fazer a defesa e quando vê que o jogador do Athletico está chegando, ele retrai, o jogador tromba nele, e o árbitro dá pênalti. É inacreditável o que aconteceu aqui”, declarou o representante do clube carioca.

Informado sobre as declarações da diretoria adversária durante a entrevista coletiva, Odair optou por adotar um tom irônico, mas manteve sua convicção de que o clube paranaense foi o principal prejudicado pelo desempenho da equipe de arbitragem ao longo dos noventa minutos.

“É um brincalhão. É meu amigo, por isso que chamei de brincalhão. Se for olhar para o jogo todo, o critério que teve para falta no Viveros e no atacante adversário”, rebateu o treinador.

Próximos passos no Campeonato Brasileiro

Com o resultado conquistado em casa, o Athletico soma 45 pontos na tabela de classificação e ocupa atualmente a terceira colocação do Brasileirão. O elenco rubro-negro já foca suas atenções no próximo compromisso pela competição nacional, que será fora de casa.

O desafio seguinte do Furacão acontecerá no próximo domingo (6), às 16h, quando a equipe vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro no Estádio do Mineirãoc, em busca de manter a boa campanha na parte superior da tabela.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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