Onda de calor faz Torre Eiffel e Louvre fecharem mais cedo; cidades europeias têm alerta vermelho

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

A Europa enfrenta uma onda de calor severa que impactou diretamente os principais pontos turísticos de Paris, na França. A Torre Eiffel teve seu horário de funcionamento alterado e fechou mais cedo nesta terça-feira, 23. Já o Museu do Louvre anunciou que encerrará suas atividades duas horas antes do habitual, entre quarta-feira, 24, e sábado, 27.

De acordo com a Sete, empresa responsável pela operação da Torre Eiffel, a decisão foi tomada com o objetivo de garantir a segurança tanto das equipes que trabalham no local, quanto dos visitantes que frequentam o monumento. Essa medida é ainda mais significativa durante a alta temporada, quando a Torre Eiffel normalmente opera em horário estendido, das 9h à 0h45, recebendo um grande fluxo de turistas. No restante do ano, o horário de funcionamento é das 9h30 às 23h45.

Com as altas temperaturas, a Torre Eiffel foi fechada às 16h nesta terça-feira. Isso significa que o último acesso aos visitantes ocorreu às 12h15, e aos restaurantes, às 13h30. A administradora do monumento destacou que é “muito provável” que o espaço volte a fechar mais cedo também na quarta-feira.

Com aproximadamente 7 milhões de visitantes anuais, dos quais cerca de 75% são turistas estrangeiros, a Torre Eiffel é um dos símbolos mais reconhecidos da França e do mundo.

O Louvre também anunciou alterações em seu funcionamento. A partir de quarta-feira, o museu mais visitado do mundo passará a fechar às 16h, duas horas antes do habitual, de quarta a sábado. A administração do museu ressaltou que as altas temperaturas tornaram “as condições de visitação e trabalho difíceis durante as horas mais quentes do dia”, enfatizando que o calor se intensifica ao longo do dia, especialmente com o grande número de visitantes da atração.

Funcionários do Louvre alertaram que, embora algumas partes do edifício histórico sejam naturalmente resistentes, o museu ainda permanece vulnerável e não está completamente adaptado para lidar com as mudanças climáticas em curso.

Nesta terça-feira, a França registrou um dia histórico em termos de calor, considerado o mais quente de todos os tempos. Atualmente, mais de 90% da população francesa está exposta a um calor extremo. As temperaturas devem atingir até 44°C em algumas regiões do sudoeste do país, e 90% da população reside em áreas que receberam alertas vermelhos ou laranjas devido às condições climáticas severas.

A Meteo France afirmou que a onda de calor atingiu um “platô de severidade”, apresentando calor intenso tanto durante o dia quanto à noite. Regiões adicionais devem entrar em alerta vermelho nesta quarta-feira, à medida que o calor se espalha para mais da metade do território francês, incluindo as áreas do extremo norte do país.

O serviço meteorológico francês previu a possibilidade de novas temperaturas recordes, incluindo algumas que podem superar as marcas históricas estabelecidas, independentemente da época do ano.

Mortes

A onda de calor que afeta a França resultou em 40 mortes por afogamento desde 18 de junho, com um número significativo de vítimas sendo jovens, segundo informações do primeiro-ministro Sébastien Lecornu em uma reunião de crise realizada nesta terça-feira. “Estas são as primeiras vítimas da crise que estamos enfrentando”, alertou Lecornu.

A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, destacou os riscos associados a nadar em áreas não supervisionadas em períodos de calor extremo e reiterou a necessidade de utilizar apenas locais de natação que contam com supervisão adequada.

Recentemente, um jovem jogador de futebol da segunda divisão francesa perdeu a vida afogado em uma área de banho proibida no rio Ródano, próximo à cidade de Lyon. Em outro incidente, dois irmãos, com 2 e 4 anos, foram encontrados mortos dentro do carro da família na cidade de Carpentras, além de três idosos que faleceram em suas residências no sudoeste do país.

Impacto na Europa

As temperaturas extremas não se restringem à França, alcançando também países como Reino Unido e Espanha. As agências meteorológicas dessas regiões emitiram alertas vermelhos sobre os riscos do calor intenso, afetando dezenas de milhões de pessoas. Por sua vez, o Ministério da Saúde da Itália declarou alerta vermelho para o calor em 15 cidades nesta terça-feira, incluindo Roma e Milão, com previsão de que esse número aumente para 16 na quarta-feira.

Essa é a segunda onda de calor que atinge milhões de europeus em menos de um mês, e as projeções da agência climática da ONU sugerem que novos recordes de calor deverão ser batidos nos próximos cinco anos.

A Europa está se aquecendo a uma taxa alarmante, com temperaturas aumentando duas vezes mais rapidamente do que a média global desde a década de 1980, conforme informações do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia. Nos últimos quatro anos, mais de 200 mil pessoas em todo o continente perderam a vida devido a causas relacionadas ao calor.

Fonte:: estadao.com.br

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