A rodada do Campeonato Brasileiro trouxe sentimentos completamente opostos para os principais clubes do Paraná. Enquanto o Athletico deixou escapar pontos preciosos jogando em seus domínios, o Coritiba demonstrou poder de reação longe de sua torcida para arrancar um resultado positivo fora de casa.
Na Ligga Arena, antiga Arena da Baixada, o Athletico até conseguiu manter sua série sem derrotas na competição, mas o empate contra o Bragantino teve um claro sabor de revés. O time rubro-negro dominou as ações territoriais e teve o controle técnico da partida durante boa parte dos noventa minutos, esbarrando, no entanto, em uma crônica falta de pontaria e em sucessivas oportunidades desperdiçadas pelo setor ofensivo.
O comandante atleticano, Odair Hellmann, montou uma estrutura tática equilibrada, garantindo solidez defensiva e intensidade na busca pelo ataque. Do outro lado, a estratégia do técnico Vagner Mancini apostou em uma postura mais precavida, priorizando a segurança na retaguarda e apostando em investidas pontuais.
Apesar do amplo domínio territorial da equipe da casa, a falta de concentração nas finalizações custou caro. Aproveitando-se de uma desatenção do sistema defensivo paranaense, o Bragantino inaugurou o marcador com o zagueiro Pedro Henrique. Curiosamente, o defensor carrega o histórico de ter sido expulso na decisão da Copa Libertadores da América em Guayaquil, lance que complicou o Furacão na ocasião diante do Flamengo.
Diante da baixa produtividade dos atacantes titulares e da apatia nas conclusões, a comissão técnica precisou intervir. O atacante Leozinho, que teve atuação discreta, deu lugar a Kerwin Vargas. A alteração surtiu efeito imediato: após receber passe preciso de Viveros, Vargas estufou as redes e igualou o marcador. Demonstrando qualidade técnica e movimentação constante desde sua chegada ao clube, o jogador ganha força para assumir a titularidade nas próximas rodadas do torneio.
Coritiba supera desfalques e comemora ponto importante na capital paulista
Se o clima em Curitiba era de lamento pelo lado rubro-negro, a situação do Coritiba na capital paulista foi comemorada como uma verdadeira vitória. Enfrentando o São Paulo no Estádio do MorumBIS, o Coxa entrou em campo severamente prejudicado por desfalques de peso, especialmente no setor de meio-campo, incluindo a ausência do criativo meia Josué.
Diante do cenário adverso, o técnico Fernando Seabra precisou recorrer à criatividade e surpreendeu ao improvisar Fernando Sobral no meio-campo. A equipe adotou uma postura aguerrida, destacando-se pela eficiência no planejamento defensivo e pela superação física na faixa central do gramado.
O placar foi aberto pelos donos da casa através de Pablo Maia, que arriscou um chute de média distância sem qualquer chance de defesa para o goleiro Pedro Morisco. Mesmo atrás no placar, o Alviverde não se abalou. A resposta veio através da bola parada: após cobrança precisa de falta efetuada por Breno Lopes, o zagueiro Tiago Coser subiu mais que a defesa adversária para testar firme e empatar a partida.
Com muita entrega tática e disciplina defensiva, o Coritiba administrou a pressão do adversário até o apito final, garantindo um ponto valioso fora de casa que premia a superação da equipe diante das adversidades físicas e técnicas enfrentadas ao longo da semana de preparação.
Fonte:: umdoisesportes.com.br




