Origem do Dia Mundial do Jornalista de Turismo está ligada às Cataratas do Iguaçu

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: noticia_publicada

Existem lugares que o planeta inteiro sonha em conhecer e que, além de figurarem entre os destinos mais procurados do turismo global, transformam-se em verdadeiros símbolos universais. As Cataratas do Iguaçu encaixam-se perfeitamente nessa categoria. É justamente diante desse cenário grandioso, dividido entre Brasil e Argentina, que teve origem uma data muito especial para os profissionais dedicados a contar as histórias de viagens pelo mundo: o Dia Mundial do Jornalista de Turismo, comemorado em 5 de setembro.

A instituição oficial aconteceu no ano de 2018, durante o 8º Congresso Internacional de Jornalistas e Profissionais do Turismo, sediado em Puerto Iguazú, na Argentina. O evento reuniu aproximadamente 110 participantes vindos de diversas nações, tendo como principal eixo de debates a sustentabilidade no setor turístico em meio a uma sociedade cada vez mais conectada pelos meios de comunicação.

A escolha do local carregou um forte simbolismo. A proclamação da data ocorreu em plena região das Cataratas do Iguaçu, reconhecidas mundialmente como um dos maiores espetáculos naturais e consagradas como uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo em 2011, após uma votação popular que mobilizou centenas de milhões de eleitores em todo o globo. A chancela oficial ocorreu no ano seguinte, em uma cerimônia conjunta organizada por Brasil e Argentina.

Uma data criada onde as fronteiras se encontram

Em 5 de setembro de 2018, comunicadores de diferentes cantos do planeta reuniram-se nas imediações das quedas d’água para um marco que transcendia a rotina da profissão. A declaração solene que instituiu a data ocorreu no Hotel Meliá, localizado dentro do Parque Nacional Iguazú, após uma intensa programação que incluiu visitas à famosa Garganta do Diabo.

O encontro contou com a presença de profissionais da imprensa de países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Paraguai, Polônia, República Dominicana e Venezuela, consolidando o caráter internacional da iniciativa.

A articulação contou com o apoio da Organización Mundial de Periodismo Turístico (OMPT), entidade que colocou em evidência a necessidade de uma cobertura jornalística mais responsável e humanizada. O objetivo central sempre foi valorizar o repórter especializado, estimulando uma produção de conteúdo pautada pela ética, pelo respeito à diversidade cultural, pela sustentabilidade e pela conservação do meio ambiente.

Poucos lugares seriam tão propícios para essa discussão quanto a Tríplice Fronteira. Separados apenas por limites geográficos, Brasil, Paraguai e Argentina mantêm uma integração diária impulsionada pelo turismo. Diariamente, visitantes cruzam pontes internacionais para vivenciar novas culturas, saborear pratos típicos e explorar atrativos, criando uma dinâmica onde o jornalismo atua como uma ponte essencial de comunicação.

O papel estratégico de quem narra destinos

Viajar é, sem dúvida, uma vivência transformadora. No entanto, traduzir essa experiência em texto, imagem ou som exige enorme responsabilidade. O jornalismo especializado em turismo vai muito além da simples indicação de hotéis, restaurantes ou roteiros tradicionais. Sua verdadeira função envolve investigar a fundo o destino, escutar os moradores locais, contextualizar acontecimentos e analisar os impactos que a atividade turística provoca na economia, na cultura, na preservação ambiental e na rotina das comunidades anfitriãs.

Essa relevância ampliou-se consideravelmente com as mudanças no comportamento do consumidor de notícias. Atualmente, o viajante moderno pesquisa intensamente antes de fechar qualquer pacote. Ele busca referências, compara preços, lê relatos em redes sociais e consulta portais informativos em busca de segurança para suas escolhas.

Nesse vasto oceano de dados, o repórter especializado cumpre o papel fundamental de separar a informação jornalística isenta da opinião pessoal e dos conteúdos puramente publicitários. É graças ao trabalho da imprensa que um destino pode ser compreendido em sua totalidade, indo muito além do tradicional cartão-postal. Uma boa reportagem é capaz de sugerir um novo passeio sem deixar de discutir a preservação ecológica, apresentar um estabelecimento comercial destacando a trajetória de seus fundadores ou analisar a relevância econômica de um empreendimento para a região.

Sustentabilidade e informação em pauta

Quando o Dia Mundial do Jornalista de Turismo foi fundado, o debate sobre sustentabilidade já integrava as discussões globais, mas hoje ele se tornou uma urgência inadiável. O setor turístico movimenta bilhões, gera postos de trabalho e promove o intercâmbio cultural, mas também traz consigo desafios complexos ligados ao impacto ambiental, à saturação de espaços públicos, ao respeito aos povos nativos e à proteção do patrimônio natural e histórico.

Diante desse cenário, o profissional da imprensa tem a grande oportunidade de expandir a perspectiva do público, conscientizando sobre a importância da preservação. Nas Cataratas do Iguaçu, essa missão ganha um peso ainda maior, considerando que se trata de um patrimônio mundial protegido e amado por milhões de pessoas.

A criação da data na fronteira argentina possui um significado especial para o Brasil, especialmente para Foz do Iguaçu e para o estado do Paraná. Embora a proclamação tenha ocorrido no lado vizinho, o atrativo é um tesouro compartilhado e a própria candidatura vitoriosa às Sete Maravilhas foi construída unindo os esforços dos dois governos.

No âmbito nacional, essa trajetória reflete-se no trabalho de entidades como a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (ABRAJET), que há décadas une especialistas dedicados a fortalecer o setor. Conforme destaca a presidente da ABRAJET-PR, Silvana Canal, a missão do comunicador é zelar pela verdade e pela ética, garantindo que o leitor encontre na prática aquilo que foi divulgado. Segundo ela, ao exercer um jornalismo sério, a categoria impulsiona o desenvolvimento turístico do estado e do país, propósito que a instituição sustenta há mais de quarenta anos no Paraná.

Em suma, mais do que promover locais de férias, o jornalista especializado ajuda a edificar narrativas que moldam a percepção pública sobre diferentes territórios, influenciando decisões e eternizando o fascínio humano por desbravar o mundo.

Fonte:: diariopr.com.br

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