O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento em canais digitais e demonstrou um crescimento significativo em canais físicos, incluindo maquininhas, conforme revela a pesquisa da Febraban de Tecnologia Bancária 2026, divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho.
De acordo com o estudo, o Pix apresentou um crescimento robusto nas transações financeiras, com um aumento de 19% no mobile banking, totalizando 29,419 bilhões de operações, e um crescimento de 53% no internet banking, que alcançou 653 milhões de operações. A pesquisa indica que 80% das transações realizadas via Pix para pessoas físicas ocorreram de forma instantânea. Entre as 20% restantes, destacam-se as transações de Pix cobrança (19%), Pix agendado (0,3%) e Pix crédito (0,2%).
Além de conquistar os usuários comuns, o Pix também está ganhando espaço entre as empresas. Em 2024, 2,4 milhões de clientes pessoa jurídica (PJ) realizavam, em média, mais de 50 transações via Pix por mês. Esse número subiu para 3,7 milhões em 2025, evidenciando a adesão crescente de empresas a essa modalidade de pagamento.

No que diz respeito aos canais físicos, incluindo maquininhas, agências e caixas eletrônicos, o Pix registrou uma expansão de 61% no último ano, resultando em 2,1 bilhões de transações. Em contraste, as transações com cartão de crédito cresceram 6%, chegando a 12,65 bilhões, enquanto o uso de cartões de débito caiu 1%, embora ainda represente o maior número absoluto em pagamentos físicos, com 21,5 bilhões de transações.
Em meio a um contexto de concorrência internacional, especialmente em relação aos Estados Unidos, Ivo Mósca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban, enfatizou que o Pix não é um rival direto dos cartões de crédito. Ele reconheceu, no entanto, que o cartão de débito enfrenta desafios devido à crescente adoção do Pix.
“O Pix por aproximação está em forte crescimento, assim como o uso de cartões de crédito neste mesmo formato. Pela primeira vez, os pagamentos realizados nas maquininhas por aproximação com cartão superaram a inserção do cartão”, afirmou Mósca. O executivo acredita que, mesmo com as novas funcionalidades como o Pix parcelado e o Pix Crédito, essa forma de pagamento não deve substituir os cartões de crédito. “A maioria das pessoas utiliza cartões como uma ferramenta de controle financeiro. Elas não vão simplesmente abandonar esse hábito”, concluiu.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




