Polícia apreende 95 aves silvestres em cativeiro e aplica R$ 400,7 mil em multas no Paraná

Redação Rádio Plug
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Foto: (Foto: PMPR)

Uma ação realizada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT) culminou na apreensão de 95 aves silvestres e na aplicação de multas que totalizam R$ 400,7 mil. A operação ocorreu em Guarapuava, situada na região Central do Paraná.

Denominada de Operação Voo Livre, a ação teve como alvo 40 criadores amadores de passeriformes, com o intuito de verificar a conformidade das práticas relativas à manutenção de aves silvestres em cativeiro. Durante as inspeções, os agentes identificaram uma série de irregularidades pertinentes à criação e ao cuidado dos animais.

Das aves apreendidas, 25 foram prontamente devolvidas ao seu habitat natural. Além dessas, 11 aves foram levadas ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS), onde passarão por avaliação e reabilitação. As demais aves permanecerão sob a responsabilidade do Instituto Água e Terra, que colabora com o centro de reabilitação especializado.

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O capitão Leandro Warde Fonseca, comandante da 4ª Companhia de Polícia Ambiental, ressaltou que a colaboração entre as instituições é essencial para intensificar o combate aos crimes contra o meio ambiente e assegurar que os animais resgatados tenham o tratamento adequado. “A interação entre a Polícia Militar Ambiental, o Instituto Água e Terra e o CETRAS fortalece nosso compromisso conjunto em lidar com maus-tratos e o tráfico de animais silvestres, assegurando a recuperação e a destinação apropriada das aves apreendidas”, afirmou.

A coordenadora de Fiscalização do Escritório Regional do IAT em Guarapuava, Caroline Rech, complementou que as investigações também desempenham um papel crucial na conservação da fauna nativa. “Além de garantir que a legislação ambiental seja cumprida, essas operações reforçam a proteção da biodiversidade, promovem a rastreabilidade dos animais e auxiliam na preservação das populações naturais de aves silvestres”, destacou.

A prática irregular de manter aves silvestres em cativeiro, assim como os abusos cometidos contra esses animais, pode gerar consequências sérias ao meio ambiente, prejudicando a reprodução das espécies, a dispersão de sementes e a manutenção do equilíbrio ecológico. Por essa razão, a fiscalização desses criadores é considerada vital para a proteção da biodiversidade e a saúde do ecossistema.

Essas atividades de fiscalização são fundamentais não apenas para garantir o bem-estar dos animais, mas também para promover uma maior consciência ambiental na população. A proteção da fauna silvestre é um assunto relevante que demanda atenção e ações contundentes por parte das autoridades e da sociedade em geral.

Fonte:: bemparana.com.br

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