A Polícia Federal deflagrou uma nova fase de uma operação voltada a desarticular um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro ligadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários. As diligências alcançam figuras com atuação política de destaque, incluindo parlamentares e seus familiares.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços situados no Distrito Federal e no estado do Maranhão. As ordens judiciais expedidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, marcando um aprofundamento nas apurações conduzidas pelas autoridades policiais.
Entre os alvos da investigação está o senador Weverton Rocha, filiado ao PDT do Maranhão. De acordo com os elementos reunidos pelos investigadores ao longo do inquérito, há indícios de transações financeiras e patrimoniais atípicas que teriam sido executadas por meio de redes de pessoas físicas, contas de terceiros, arranjos empresariais e movimentações de recursos em espécie.
Os relatórios encaminhados ao Supremo apontam que o parlamentar teria atuado diretamente em funções estratégicas dentro do esquema supostamente criminoso. Entre as atribuições identificadas pela investigação estariam a formulação de demandas, a indicação de beneficiários, a cobrança de pagamentos, o acompanhamento de repasses financeiros, negociações imobiliárias, além de orientações e interferências diretas em decisões de cunho patrimonial.
Outro ponto central levantado pela investigação recae sobre a atuação do advogado Willer Tomaz de Souza. Ele é apontado pelas autoridades como uma peça fundamental na estrutura sob escrutínio, mantendo ligações estreitas com o uso de empresas, imóveis, aeronaves, operadores do mercado financeiro e articuladores políticos.
Além do senador e do advogado, a lista de alvos dos mandados de busca e apreensão abrange parentes do parlamentar, empresários da região, operadores financeiros e escritórios de advocacia mencionados nos autos do processo.
Dentre os repasses analisados pelos investigadores, apurou-se que Samya Rocha, esposa do senador, teria recebido somas que ultrapassam a marca de R$ 11 milhões originadas de empresas associadas a Willer Tomaz.
Na fundamentação da decisão que autorizou as medidas cautelares, a Corte Suprema pontuou que o material probatório reunido até o momento ultrapassa o campo das hipóteses e suposições. O ministro relator destacou a existência de uma clara correlação temporal entre as comunicações interceptadas, os aportes financeiros e as cobranças realizadas.
As frentes de investigação continuam abertas com o objetivo de rastrear com precisão a origem e o destino final dos valores movimentados, esclarecer a real finalidade dos repasses e individualizar de forma detalhada a conduta de cada um dos investigados envolvidos no caso.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br




