Preço do etanol registra queda em 20 estados e no Distrito Federal, revela ANP

Redação Rádio Plug
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Canalrural.com.br

Na última semana, os preços médios do etanol hidratado apresentaram uma redução em 20 estados e no Distrito Federal, conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (1º). Durante o mesmo período, houve aumento nos preços em quatro estados e estabilidade em dois outros. No cenário nacional, o etanol registrou uma queda de 1,17%, custando em média R$ 4,22 por litro nos postos analisados.

Em São Paulo, onde se concentra a maior produção e consumo de etanol do Brasil, o preço médio caiu 2,08%, alcançando R$ 3,93 por litro, o que representa o menor valor médio estadual identificado pela ANP para este período. Em contraste, o Amapá teve o maior preço médio do país, com o litro custando R$ 5,98.

As elevações de preços ocorreram em quatro estados: no Amapá, o aumento foi de 2,40%, fazendo o litro custar R$ 5,98; no Maranhão, o preço subiu 0,19%, chegando a R$ 5,17; em Minas Gerais, houve um crescimento de 0,24%, resultando em R$ 4,23; e no Pará, o preço aumentou 0,20%, atingindo R$ 5,13.

O menor preço registrado em um dos postos foi de R$ 2,95 por litro, em São Paulo, enquanto o maior valor encontrado foi de R$ 6,39, na Bahia. Esses dados foram coletados a partir das pesquisas semanais realizadas pela ANP e compilados pelo AE-Taxas.

No que se refere à competitividade do etanol em comparação à gasolina, o biocombustível se manteve favorável em sete estados e no Distrito Federal. A média nacional da relação entre os dois combustíveis foi de 63,75%, um nível considerado benéfico para a competitividade do etanol. Entre os estados onde o etanol apresentou vantagem estão: Mato Grosso com 60,09%, São Paulo com 60,74%, o Distrito Federal com 62,73%, Mato Grosso do Sul com 63,38%, Paraná com 64,54%, Goiás com 66,23%, Minas Gerais com 67,25% e a Bahia com 68,03%.

Esse índice é monitorado com atenção pela cadeia sucroenergética, pois afeta diretamente a demanda no mercado interno. Quando o etanol se mantêm competitivo em relação à gasolina, isso favorece o consumo do biocombustível, impactando positivamente as usinas, distribuidores e o planejamento de comercialização. Especialistas do setor notam que, dependendo do veículo, o etanol pode continuar sendo uma opção competitiva mesmo com a paridade ultrapassando 70%.

Os dados fornecidos pela ANP indicam a manutenção de um ambiente compatível com o etanol em termos médios nacionais, embora haja variações regionais significativas nos preços e na paridade. A ausência de informações adicionais sobre a oferta, produção ou sobre o comportamento da gasolina nesta divulgação torna a análise das próximas semanas dependente da dinâmica entre os dois combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

Fonte:: canalrural.com.br

Anúncios
Compartilhe este artigo