Panorama geral das eleições e o perfil dos políticos milionários
As recentes eleições brasileiras trouxeram à tona a expressiva participação de candidatos com grandes fortunas na política nacional. Um levantamento detalhado com base nas informações repassadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que mais da metade dos 1.775 candidatos vitoriosos no primeiro turno — o equivalente a 993 nomes ou 56% do total — declararam possuir patrimônios iguais ou superiores a R$ 1 milhão. Entre esse grupo de afortunados, a elite financeira que compõe o topo da lista exibe bens acumulados que impressionam pelos valores expressivos.
No topo da pirâmide financeira das urnas, os dez candidatos mais ricos do país registraram ativos que oscilam entre R$ 79 milhões e R$ 678 milhões, com uma média que supera a marca de R$ 300 milhões por indivíduo. As origens dessas riquezas são bastante diversificadas, abrangendo setores estratégicos da economia como o agronegócio, o mercado imobiliário, empresas de transportes, mineração, instituições de ensino, comércio varejista, tecnologia da informação e redes de comunicação.
Curiosamente, a distribuição desses empresários e investidores na política divide-se entre novatos e veteranos. Seis deles já contavam com experiência prévia em cargos públicos ou mandatos eletivos, enquanto os outros quatro estreiam na vida institucional representativa.
Os principais nomes do ranking de fortunas
O primeiro lugar geral na lista de bens declarados pertence a Luiz Osvaldo Pastore (PL-TO), que registrou um patrimônio de R$ 677,7 milhões. O suplente de senador consolidou sua solidez financeira à frente de uma companhia de destaque no setor de transformação de metais, com forte atuação na metalurgia de cobre e alumínio, além de manter aplicações vultosas no mercado financeiro e histórico de passagens pelo Congresso Nacional.
Logo abaixo, na segunda colocação, aparece Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), governador reeleito de Mato Grosso e chefe do Executivo estadual com maior fortuna declarada no país, somando R$ 575,7 milhões. Sua riqueza é fruto principalmente da vasta produção de grãos no Centro-Oeste. Pivetta possui uma longa trajetória na vida pública, tendo acumulado três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde, além de passagens como deputado estadual e vice-governador.
Representando a região Sul do país, Wilson Picler (PL-PR) ocupa o terceiro posto com R$ 478,7 milhões em bens informados. Eleito suplente ao Senado, Picler ganhou projeção nacional como fundador do Grupo Educacional Uninter, pioneiro e referência no ensino superior e na modalidade de Educação a Distância (EAD). O empresário paranaense também já exerceu funções legislativas na Câmara dos Deputados.
A quarta posição é ocupada por Odilio Balbinotti Filho (PL-MT), que declarou R$ 359,7 milhões. Suplente de senador, ele preside uma das empresas líderes no desenvolvimento de tecnologia voltada ao melhoramento genético de soja no Brasil, integrando o grupo de empresários que ingressou diretamente na disputa eleitoral oriundo do setor privado.
Parlamentares e governadores milionários em evidência
Entre os deputados estaduais e federais que assumirão cadeiras, o maior patrimônio declarado pertence a Vittorio Medioli (PL-MG), quarto colocado na listagem geral com R$ 356,8 milhões. À frente de um conglomerado empresarial voltado à logística, transporte automotivo, siderurgia e mídia, Medioli traz na bagagem política três mandatos federais e a administração municipal de Betim.
A lista dos dez mais ricos ainda conta com Markenson Marques dos Santos (Novo-PR), segundo suplente ao Senado, que declarou R$ 184,3 milhões obtidos por meio de negócios nos ramos de logística e imobiliário. No Maranhão, Ulisses Gonçalves (PL-MA), eleito deputado estadual, registrou R$ 155,5 milhões vindos da pecuária extensiva e gestão de fazendas.
Completam o topo do ranking Jadyel Silva Alencar (Republicanos-PI), com R$ 107,1 milhões acumulados no setor de distribuição farmacêutica; Rodrigo Oliveira (MDB-CE), com R$ 78,7 milhões em investimentos tecnológicos e imobiliários; e Duda Brito Ramos (Podemos-RR), que declarou R$ 78,5 milhões obtidos no mercado de engenharia e gestão ambiental.
No âmbito dos governadores eleitos, nenhum outro chefe de Estado chega perto do volume financeiro apresentado por Otaviano Pivetta. O segundo colocado na lista dos executivos estaduais é Eduardo Riedel (PP), de Mato Grosso do Sul, com R$ 16,1 milhões. Na sequência aparecem Daniel Vilela (MDB-GO), com R$ 5,6 milhões, e o médico Daniel Santos (Pode-PA), com R$ 4,8 milhões declarados à Justiça Eleitoral.
Fonte:: bemparana.com.br


