Supercomputador chinês desbanca sistema dos EUA como mais potente

Redação Rádio Plug
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No ranking global de supercomputadores da TOP500, divulgado em 23 de junho de 2026, a China conquistou a primeira posição com o LineShine, uma máquina instalada no National Supercomputing Centre em Shenzhen. Esse supercomputador superou o El Capitan, dos Estados Unidos, que ocupava a liderança anteriormente.

Confira o top 10 da lista atualizada:

  1. LineShine — China;
  2. El Capitan — Estados Unidos;
  3. Frontier — Estados Unidos;
  4. Aurora — Estados Unidos;
  5. JUPITER Booster — Alemanha;
  6. HPC7 — Itália;
  7. Eagle — Estados Unidos;
  8. HPC6 — Itália;
  9. Supercomputer Fugaku — Japão;
  10. Alps — Suíça.

A avaliação de desempenho dos supercomputadores é realizada pelo projeto TOP500, que reúne pesquisadores e instituições acadêmicas de todo o mundo. Essa lista é publicada semestralmente e utiliza o teste Linpack, onde todos os sistemas submetidos enfrentam o mesmo desafio matemático – a resolução de um vasto conjunto de equações lineares – e são classificados de acordo com a velocidade com que obtêm a solução.

O supercomputador LineShine obteve a impressionante marca de 2,198 exaflops de Rmax durante o teste. Por sua vez, o El Capitan, que agora ocupa a segunda posição, alcançou 1,809 exaflops. O desempenho da máquina chinesa é aproximadamente 21,5% superior ao do sistema americano, demonstrando um avanço significativo na capacidade de processamento.

Esta é a primeira vez que o LineShine aparece no ranking da TOP500. Desenvolvido pela Lingsheng Technology, uma empresa chinesa, este supercomputador adota uma abordagem distinta, utilizando uma arquitetura baseada exclusivamente em CPUs, sem incluir GPUs ou aceleradores dedicados. Essa estratégia se desvia da tendência atual que favorece a utilização de unidades de processamento gráfico em modelos mais recentes.

Apesar da liderança do LineShine em relação ao supercomputador individual mais potente, os Estados Unidos continuam dominando em termos de capacidade total agregada dos sistemas listados. A soma dos Rmax dos supercomputadores presentes na TOP500 revela que os EUA detêm 38% da capacidade total do ranking.

Ranking de Supercomputadores

Atualmente, os Estados Unidos possuem 161 supercomputadores entre os 500 mais poderosos do planeta, com um total agregado de 7.031 petaflops de Rmax. Em segundo lugar, a China contabiliza 2.377 petaflops e 31 sistemas. O Japão segue na sequência, somando 1.518 petaflops com 44 máquinas; a Itália aparece em quarto lugar, com 1.450 petaflops e 18 sistemas; e a Alemanha, em quinto, com 1.403 petaflops e 41 supercomputadores. O Brasil, por sua vez, ocupa a 16ª posição em capacidade total, totalizando 143 petaflops com 10 máquinas listadas.

A supercomputação é um setor crucial para pesquisas científicas e aplicações industriais. Esses sistemas são empregados em projetos de grande escala, que exigem alto investimento e um consumo intensivo de recursos computacionais, abrangendo áreas como física de altas energias, climatologia, biomedicina, energias renováveis, aeronáutica, exploração de petróleo e simulações industriais complexas.

Além disso, a tecnologia de supercomputação se tornou fundamental para o avanço da inteligência artificial (IA), uma área que demanda grandes capacidades de processamento para a formação e operação de modelos sofisticados. Essas circunstâncias tornaram a corrida por supercomputadores não apenas uma questão tecnológica, mas também uma questão econômica e geopolítica, elevando os investimentos globais em computação de alto desempenho a um novo patamar.

Supercomputadores e as Big Techs

No entanto, o ranking TOP500 não reflete toda a capacidade computacional disponível no mundo, já que a inclusão na lista depende da submissão de dados do sistema e do desempenho no teste Linpack. Como resultado, máquinas de uso privado, militar ou aquelas localizadas em centros de dados comerciais podem não aparecer nesse levantamento.

Essa limitação torna-se ainda mais evidente com a ascensão global da inteligência artificial. Empresas como Amazon, Google, Microsoft e xAI operam vastas infraestruturas internas para treinar e implementar modelos de IA, porém, nem toda essa capacidade é apresentada na TOP500 ou é contabilizada de maneira completa no ranking. Dessa forma, embora a lista seja uma referência pública significativa para comparar supercomputadores testados, ela não capta a totalidade do poder computacional das grandes empresas de tecnologia e de seus países.

Fonte:: poder360.com.br

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