Na madrugada da quinta-feira, 18 de junho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou a informação de que a Apple se comprometeu a colaborar com a Intel no desenvolvimento e na produção de chips em território norte-americano. Essa iniciativa foi apresentada por Trump como parte de sua estratégia para aumentar a produção local de semicondutores. Até o momento, as empresas envolvidas não fizeram uma confirmação oficial sobre o acordo.
De acordo com o The Wall Street Journal, em maio, a Intel havia estabelecido um acordo preliminar para fabricar parte dos chips que a Apple utiliza. As negociações entre as duas empresas teriam se estendido por mais de um ano.
Esse potencial acordo representaria uma oportunidade para a Apple diversificar sua cadeia de produção e facilitar o acesso a semicondutores. Atualmente, a companhia depende fortemente da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), que atende também a outras fabricantes de chips voltadas para inteligência artificial, como a Nvidia e a AMD.
Trump, através da sua plataforma Truth Social, criticou administrações anteriores que, segundo ele, permitiram a transferência da indústria de semicondutores dos Estados Unidos para outros países, citando especificamente Taiwan. Ele declarou que decidiu apoiar a Intel para restabelecer a capacidade de desenvolvimento e produção de componentes dentro dos Estados Unidos.
“Nós projetamos tudo, mas precisamos construir aqui, agora. Então, decidi ajudar a Intel porque precisamos projetar e fabricar nossos chips aqui mesmo, nos Estados Unidos”, afirmou Trump em sua postagem.
O presidente também mencionou que o anúncio da Apple está alinhado a compromissos que, segundo ele, foram feitos pela Nvidia e pelo empresário Elon Musk. “Primeiro, ajudamos a trazer a Nvidia, e eles concordaram em fabricar seus chips de primeira linha com a Intel. Depois, Elon concordou em construir sua TerraFab, a maior fábrica de chips do mundo, projetada em conjunto com a equipe de tecnologia da Intel. E, finalmente, a Apple concordou em trabalhar com a Intel para projetar e fabricar seus chips nos Estados Unidos”, detalhou Trump.

As ações da Intel registraram uma alta de quase 10% nas transações antes da abertura do mercado na quinta-feira (18). Conforme informações do WSJ, os papéis da empresa foram cotados a US$ 129,84 e estavam a caminho de alcançar o maior valor na história da companhia, caso a tendência de alta se mantivesse durante o pregão.
A Intel anunciou recentemente que sua tecnologia de fabricação 18A entrou na fase inicial de produção, um passo considerado crucial para a companhia em sua busca para reduzir a distância em relação à TSMC no cenário de fabricação de chips desenvolvidos por outras empresas.
O governo Trump adquiriu uma participação de 10% na Intel em 2025 e anunciou a destinação de aproximadamente US$ 10 bilhões para a construção ou ampliação de fábricas nos Estados Unidos. Trump afirmou que a companhia tinha um valor de mercado em torno de US$ 100 bilhões no momento da aquisição e que esse valor teria superado os US$ 600 bilhões. Ele acrescentou que a participação do governo norte-americano na Intel valeria mais de US$ 60 bilhões. Contudo, esses números apresentados por Trump ainda não foram confirmados pela Intel.
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Fonte:: poder360.com.br




