Lei de crimes patrimoniais moderniza tipos penais, mas repete punitivismo

Redação Rádio Plug
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Nova lei aumentou as penas para furto, roubo e ...

Na última segunda-feira (4/5), o Código Penal brasileiro sofreu alterações significativas com a entrada em vigor da Lei 15.397/2026, que estabelece regras mais rigorosas em relação aos crimes patrimoniais. A nova legislação, aprovada pelo Congresso em março deste ano, aumenta as penas para delitos como furto, roubo e latrocínio, além de simplificar o processo de ajuizamento de ações referentes a estelionato. Em um dos principais pontos, a lei redefine o crime de fraude eletrônica e introduz um novo tipo penal que visa coibir práticas fraudulentas.

Essas modificações refletem uma tendência de endurecimento das penas, buscando, assim, uma resposta mais enérgica do Estado frente à criminalidade patrimonial, que, segundo autoridades, tem se intensificado nos últimos anos. Contudo, a discussão em torno da eficácia de medidas mais punitivas é recorrente entre especialistas e ativistas, que argumentam que soluções baseadas no aumento da repressão podem não ser eficazes para reduzir a criminalidade em longo prazo.

O movimento por uma abordagem mais voltada à prevenção e a reabilitação de infratores é cada vez mais apoiado por pesquisas que indicam que investimentos em educação, socioeconomia e políticas públicas podem ter um impacto mais duradouro na redução da criminalidade. Apesar disso, a nova lei parece reforçar uma visão que privilegia o controle e a punição, sem necessariamente abordar as causas raízes da delinquência.

Com esse cenário, a atualização do Código Penal levanta questões sobre a busca por justiça e segurança através da via punitiva, que pode não solucionar problemas estruturais que levam indivíduos a cometer crimes patrimoniais. A real eficácia dessas medidas somente poderá ser avaliada com o passar do tempo e a observação dos resultados práticos no combate à criminalidade.

A Lei 15.397/2026 representa, portanto, uma tentativa do legislador de adaptar o sistema jurídico às novas demandas sociais quanto à proteção do patrimônio, mas traz à tona um debate importante sobre as melhores abordagens para lidar com a criminalidade no Brasil.

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Fonte:: conjur.com.br

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