Título: Moraes vota pela acusação de réus envolvidos na obstrução do caso Marielle
CONTEÚDO ORIGINAL:
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta sexta-feira (15) seu voto para que três indivíduos se tornem réus acusados de dificultar as investigações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro.
Esse voto foi feito durante o julgamento virtual da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que se refere ao ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, ao delegado Giniton Lages e ao comissário de polícia Marco Antonio de Barros.
Conforme os documentos da PGR, os denunciados teriam participado de ações para eliminar provas, incriminar pessoas inocentes, utilizar testemunhas falsas e realizar investigações desnecessárias, tudo isso para “garantir a impunidade” dos responsáveis pelo assassinato da vereadora e de seu motorista.
Condenações Anteriores
Em fevereiro deste ano, os irmãos Brazão, que foram apontados como mandantes do crime, juntamente com Rivaldo e outros acusados, foram condenados pela participação no assassinato de Marielle Franco.
No voto, Moraes enfatizou a necessidade de dar andamento às acusações: “Há indícios mínimos de autoria e materialidade de que Rivaldo Barbosa, em conluio com Giniton Lages e Marco Antônio de Barros, obstruíram, mediante ações e omissões impróprias, as investigações relacionadas aos referidos homicídios”, afirmou o ministro.
A votação virtual, conduzida pela Primeira Turma da Corte, está aberta até o próximo dia 22 de maio.
Defesas Apresentadas
Antes do início do julgamento, a defesa de Rivaldo Barbosa solicitou a rejeição da denúncia, alegando falta de provas concretas e insistindo que as acusações contra ele se baseavam em inferências. Os advogados do delegado Giniton Lages argumentaram que ele não possui foro privilegiado e, portanto, não deveria ser julgado pelo STF. Por sua vez, a defesa de Marco Antonio de Barros destacou que não foram apresentadas provas suficientes e sustentou que o trabalho da polícia levou à prisão de Ronnie Lessa, que é delator e executor do crime.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br




