Justiça bloqueia contas bancárias de Romário por dívida, mas não encontra saldo disponível

Redação Rádio Plug
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Romário teve contas bloqueadas, mas Justiça não...

O senador Romário, ex-jogador e campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, enfrentou uma decisão judicial que resultou no bloqueio de suas contas bancárias devido a uma dívida de cerca de R$ 33 mil com Marco Polo Del Nero, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No entanto, a Justiça não encontrou qualquer saldo disponível nas contas do parlamentear, que revela a dificuldade de recuperação desse montante, já que, segundo o processo, não havia sequer R$ 1 disponível.

A determinação de bloqueio foi emitida pelo juiz Renan Jacó Mota, responsável pela 37ª Vara Cível de São Paulo, em decorrência do não pagamento de uma indenização estipulada por danos morais. O montante total da dívida, atualizado com juros, multas e correções, atinge aproximadamente R$ 104 mil. A Justiça ainda poderá considerar outras ações para tentar localizar bens ou valores que estejam em nome do ex-atleta e atual comentarista da Cazé TV. As informações foram inicialmente divulgadas pela coluna de Rogério Gentile, no UOL.

Entenda a origem da condenação de Romário

A controvérsia se originou a partir de declarações públicas que Romário fez em setembro de 2013, durante seu tempo como deputado federal. Na ocasião, ele criticou a atuação de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol à época, afirmando que o dirigente deveria ser “preso”. Para Romário, a pena ideal para Del Nero era de “cem anos de cadeia”. Essas declarações foram interpretadas por Del Nero como uma ofensa pessoal, levando-o a buscar reparação na Justiça.

Na ação, Del Nero argumentou que as declarações de Romário extrapolaram os limites do que seria aceitável em termos de liberdade de expressão e configuravam uma ofensa direta. O ex-dirigente ainda reiterou que a motivação para as falas de Romário estavam ligadas a desentendimentos políticos existentes dentro da CBF, em um contexto onde um pedido feito por Romário para liderar o futebol feminino brasileiro havia sido rejeitado pelo grupo político ao qual Del Nero estava vinculado.

Romário, em sua defesa, alegou que suas declarações eram parte de sua função como parlamentar e, portanto, estariam protegidas pela imunidade parlamentar, além de serem críticas legítimas sem a intenção de ferir moralmente o ex-dirigente. A defesa também ressaltou que uma queixa criminal apresentada por Del Nero foi arquivada por falta de base para alegações de injúria ou difamação.

No entanto, a Justiça cível desconsiderou os argumentos de defesa do senador, concluindo que suas declarações continham propósito ofensivo. Em 2016, o juiz Rodrigo Nagase proferiu uma decisão que sustentava que as falas de Romário ultrapassavam o devido direito à crítica, resultando na condenação por danos morais.

A situação atual, com o bloqueio das contas bancárias, ilustra as consequências legais que podem resultar de declarações feitas em contextos públicos, especialmente por figuras públicas como Romário, que estão sob constante escrutínio. A busca por justiça em casos como este reafirma a importância da responsabilidade nas palavras, bem como o rigor das normas jurídicas que regulamentam a honra e a reputação de indivíduos.

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Fonte:: tvpop.com.br

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