Na quarta-feira, 20, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país está “libertando” Cuba, após o Departamento de Justiça americano apresentar uma acusação contra o ex-ditador cubano Raúl Castro. O indiciamento se relaciona com a derrubada de dois aviões ocorrida em 1996.
Em um encontro com repórteres na Casa Branca, Trump referiu-se ao indiciamento como “um grande momento”, ressaltando que os Estados Unidos estão em um processo de libertação da nação caribenha. Contudo, ele declarou que não haverá uma intensificação nas ações contra o regime cubano. “Não haverá uma escalada, não é necessário. Está caindo aos pedaços. Realmente perderam o controle de Cuba”, enfatizou o presidente.
A acusação contra Raúl Castro, que atualmente tem 94 anos, deriva de um incidente que ocorreu em 1996, durante o qual ele exercia a função de ministro da Defesa. Nesse episódio, duas aeronaves pertencentes ao grupo humanitário Brothers to the Rescue, constituído por pilotos cubanos exilados em Miami, foram abatidas pela Força Aérea de Cuba. A tragédia resultou na morte de quatro pessoas e exacerbou as tensões diplomáticas entre Havana e Washington.
Na época do incidente, o país era governado por Fidel Castro, irmão de Raúl. Fidel deixou a presidência em 2008, transferindo o controle do regime para Raúl, que permaneceu no poder até 2018. Desde então, Miguel Díaz-Canel assumiu a liderança do regime, cargo que ocupa até hoje.
Nos últimos meses, a administração Trump tem intensificado as medidas contra o governo cubano. Além do embargo econômico que está em vigor desde 1962, os Estados Unidos implementaram novas restrições no fornecimento de petróleo para a ilha e, em maio, aprovaram um novo conjunto de sanções. A escassez de combustível resultou em frequentes apagões na ilha, impactando até mesmo instituições de saúde.
Fonte:: estadao.com.br




