Dino dá 10 dias para governo mostrar plano de combate a incêndios

Redação Rádio Plug
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Foto: © Gustavo Moreno/STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou que tanto o governo federal quanto os estados da Amazônia Legal apresentem, em um prazo de 10 dias, um plano detalhado para lidar com a expectativa de um aumento nos incêndios florestais, causado pelo fenômeno climático conhecido como El Niño. Esta medida foi tomada após a confirmação de que o Brasil pode enfrentar eventos climáticos extremos devido a esse fenômeno que altera a temperatura das águas no Oceano Pacífico.

O alerta é concernente principalmente à intensificação do El Niño que, segundo estudos, pode acontecer com força significativa no segundo semestre de 2026. De acordo com nota técnica emitida em conjunto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições climáticas associadas a esse fenômeno, como a secura prolongada, temperaturas elevadas e baixa umidade do ar, elevam os riscos de incêndios nas florestas amazônicas, onde a vulnerabilidade é maior.

Em sua decisão, Dino ressaltou que, durante uma reunião em abril, a Procuradoria-Geral da República expressou preocupações quanto à capacidade de emissão de alertas sobre o fenômeno climático e à falta de recursos humanos, especialmente meteorologistas e servidores especializados, no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

A ação de Dino não é uma medida isolada; ela se insere em um contexto mais amplo, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que o governo deve agir para mitigar o aumento significativo de incêndios florestais, um problema que ganhou destaque durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os dados históricos mostram que em 2015, quando o El Niño teve um impacto equilibrado, a quantidade de focos de incêndio na Amazônia Legal cresceu cerca de 36% em relação à média dos 12 anos anteriores.

O ministro agora aguarda as respostas do governo federal e dos estados, que devem detalhar quais medidas de planejamento e preparação estão sendo implementadas para enfrentar a possível intensificação dos incêndios devido às projeções climáticas. Essa cobrança é parte de um esforço contínuo para garantir a proteção da Amazônia, um dos biomas mais importantes do planeta, que enfrenta desafios constantes, especialmente em períodos de seca e altas temperaturas.

Por isso, a supervisão das ações governamentais torna-se crucial para assegurar que as determinas são cumpridas e que as providências adotadas são efetivas na luta contra um fenômeno que representa um grave risco ambiental.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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