Os data centers constituem infraestruturas essenciais e pilares fundamentais para o desenvolvimento do emergente ecossistema digital no Brasil, abrangendo áreas como a inteligência artificial (IA), tecnologia 5G e serviços em nuvem. Essa afirmação foi feita nesta terça-feira (9/6) pelo conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Nilo Pasquali, durante sua participação em uma audiência pública no Senado.
Pasquali esteve entre os participantes da audiência convocada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) para discutir o Projeto de Lei nº 3.018/2024, que visa regulamentar os data centers de inteligência artificial. Durante a sessão, ele apresentou um documento técnico elaborado pelo Comitê de Infraestrutura de Comunicações (C-Int), presidido pelo conselheiro Alexandre Freire.
“Uma das principais conclusões do documento é que os data centers são uma infraestrutura crítica para a economia digital e para todo o ecossistema digital. Eles representam a base para a inteligência artificial, para o 5G, para todos os serviços em nuvem e, de maneira geral, para os serviços digitais”, destacou o conselheiro.
Descentralização e Expansão
O white paper, lançado em outubro de 2025, ressalta a rápida evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), que inclui a digitalização de processos, a computação em nuvem, a virtualização de redes e um uso intensivo de inteligência artificial. Nos próximos anos, a crescente demanda por renderização de imagens, vídeos e áudios deverá acentuar ainda mais a necessidade de capacidade de armazenamento, processamento e transmissão de dados.
Um dos pontos críticos abordados por Pasquali diz respeito à concentração geográfica dos data centers no Brasil. De acordo com ele, o mercado nacional possui potencial para se estabelecer como um hub regional na América Latina e no Cone Sul, desde que sejam implementadas políticas públicas eficazes que promovam a expansão da infraestrutura e a descentralização regional, assegurando uma maior agilidade e qualidade aos consumidores.
“A descentralização dos data centers melhora a velocidade e a qualidade dos serviços relacionados à conectividade. Quanto mais perto o conteúdo estiver do consumidor, mais rápido o serviço parece. Isso o torna mais ágil e eficiente para quem consome”, comentou Pasquali.
Debates e Legislação
O conselheiro enfatizou ainda que a Anatel tem avançado nos debates por meio de consultas públicas para definir cinco grandes eixos operacionais mínimos para o setor: operação contínua contra falhas e desastres, segurança física, segurança cibernética avançada, eficiência energética e sustentabilidade ambiental (ESG).
Pasquali também sugeriu que a legislação futura deva diferenciar claramente os data centers de uso geral daqueles que são construídos exclusivamente para atender às demandas da inteligência artificial, como treinamento intensivo de modelos e inferência em grande escala, os quais requerem necessidades regulatórias muito mais específicas.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




