Governo paulista cria rede unificada de trilhas para impulsionar ecoturismo

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: noticia_publicada

O Governo do Estado de São Paulo deu um passo importante rumo ao fortalecimento do ecoturismo e da preservação ambiental com a instituição oficial da chamada “Rede de Trilhas do Estado de São Paulo”. A iniciativa interliga caminhos e percursos em diferentes regiões do território paulista, estruturando uma rede voltada tanto para o lazer sustentável quanto para o fomento da economia local, principalmente no interior e no litoral.

A criação do novo sistema foi oficializada por meio de uma Resolução Conjunta assinada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), pela Fundação Florestal e pela Secretaria de Turismo e Viagens (Setur). Com a medida, trilhas locais, regionais e nacionais passam a operar sob diretrizes padronizadas de gestão, sinalização e segurança, promovendo uma integração inédita entre áreas naturais de grande relevância ecológica.

Integração regional e desenvolvimento socioeconômico

De acordo com a gestão estadual, o projeto foi desenhado para atuar em perfeita harmonia com a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, alinhando São Paulo aos parâmetros internacionais mais avançados de manejo sustentável. A articulação conta com o respaldo do Ministério do Turismo, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Para a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, a iniciativa comprova que o progresso econômico e a conservação da natureza podem caminhar na mesma direção. A padronização dos caminhos estimula a prática de esportes de aventura, caminhadas e cicloturismo de maneira ecologicamente responsável, elevando a conscientização ambiental da sociedade.

Paisagem natural em área de preservação em São Paulo

Além dos ganhos ambientais, a rede pretende transformar o turismo de natureza em um motor de inclusão socioeconômica. Segundo a secretária de Turismo e Viagens, Ana Biselli Aidar, a estruturação dos trajetos diversifica a oferta turística do estado e gera novas oportunidades de emprego e renda para as comunidades do entorno, valorizando o comércio regional e as riquezas culturais e históricas locais.

Categorias e classificação dos percursos

Para assegurar o ordenamento do fluxo de visitantes e a conservação dos ecossistemas, a resolução estabelece critérios rígidos de classificação para os trajetos. Todos os caminhos integrados à rede devem ser percorridos exclusivamente por meios não motorizados, priorizando a caminhada e o cicloturismo.

  • Trilhas Locais: Percursos de curta duração, idealizados para serem concluídos a pé em poucas horas ou, no máximo, em um único dia.
  • Trilhas de Longo Curso Regionais: Roteiros mais complexos e extensos, que exigem pelo menos um pernoite e podem durar até 28 dias de caminhada contínua.
  • Trilhas de Longo Curso Nacionais: Grandes travessias com duração superior a 28 dias, formadas pela junção estratégica de duas ou mais trilhas regionais ou nacionais.

O projeto visual dos caminhos contará com uma identidade unificada, mas flexível o suficiente para respeitar as particularidades históricas e geográficas de cada trecho percorrido.

Governança integrada e conservação ambiental

A governança do sistema será compartilhada entre os órgãos estaduais envolvidos, que planejam realizar workshops de capacitação e fornecer suporte técnico contínuo para os municípios e gestores interessados em integrar seus caminhos à rede.

No interior das Unidades de Conservação, a exemplo dos Parques Estaduais, o acesso e a manutenção dos percursos seguirão rigorosamente os Planos de Manejo vigentes, sob a tutela direta da Fundação Florestal. O diretor executivo da instituição, Rodrigo Levkovicz, enfatiza que a prioridade absoluta é garantir que a visitação pública e o turismo ocorram sem comprometer a biodiversidade local, proporcionando experiências seguras e qualificadas aos frequentadores.

Trilha em área protegida do estado de São Paulo

Orientações de segurança para os visitantes

As trilhas da nova rede estadual seguirão os protocolos de manejo e segurança já consolidados pela Fundação Florestal. O governo recomenda que os interessados planejem suas jornadas com antecedência e consultem as informações oficiais diretamente no Portal de Áreas Protegidas do Estado de São Paulo, acessível pelo endereço https://guiadeareasprotegidas.sp.gov.br.

Por meio do portal, é possível verificar exigências específicas como normas de visitação, necessidade de agendamento prévio, horários de funcionamento, graus de dificuldade e a obrigatoriedade de acompanhamento por monitores ambientais credenciados em determinados roteiros. A adoção de práticas de mínimo impacto e o respeito à sinalização oficial são apontados como pilares essenciais para preservar os ecossistemas e garantir a segurança dos praticantes de ecoturismo.

Fonte:: diariopr.com.br

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