Governo federal confirma parceria público privada para criação da nuvem soberana brasileira

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O projeto estratégico voltado à tecnologia da informação do governo federal ganha novos contornos estruturais. Durante a realização da Febraban Tech 2026, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, forneceu detalhes importantes sobre o andamento da iniciativa conhecida como a nuvem brasileira. A proposta, que havia sido anunciada inicialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agendas oficiais no estado do Rio Grande do Norte, será estruturada formalmente no formato de uma parceria público-privada (PPP).

No entanto, para viabilizar a participação de companhias do setor privado na empreitada, a pasta estabelecerá critérios rigorosos de participação societária. Conforme detalhado pela chefe da pasta durante entrevista concedida à CDTV, o modelo de negócio exigirá obrigatoriamente a presença de capital nacional por parte das empresas parceiras que desejarem integrar o consórcio ou assumir fatias do empreendimento tecnológico. A proporção exata dessa exigência financeira, contudo, ainda permanece em fase de estudos técnicos e debate interno. “Só não definimos qual será esse percentual”, pontuou a ministra na ocasião.

Próximos passos e cronograma oficial

Para avançar na construção do modelo de governança e operação da infraestrutura, o Poder Executivo agendou para o dia 3 de setembro a realização de uma audiência pública em formato virtual. O encontro tem como principal objetivo estabelecer um canal direto de diálogo e escuta com o mercado corporativo, provedores de tecnologia, especialistas do setor e potenciais investidores interessados em participar do ecossistema da nuvem soberana.

A ministra fez questão de ressaltar que a etapa atual é estritamente consultiva, servindo para calibrar as expectativas e colher contribuições técnicas da indústria. Após o encerramento deste ciclo de debates e o processamento das sugestões recebidas, a equipe econômica e os técnicos do governo iniciarão a fase de modelagem definitiva do projeto. A expectativa oficial é que o edital de licitação seja publicado até o encerramento deste ano, mantendo o cronograma independentemente do cenário político ou dos desdobramentos eleitorais. “Este é um projeto de Estado”, reforçou a representante do governo.

Participação de estatais e o supercomputador de inteligência artificial

Diante das dúvidas levantadas por especialistas sobre o papel das empresas estatais de tecnologia no novo arranjo digital, Esther Dweck garantiu que companhias públicas de grande relevância, a exemplo da Telebrás e da Dataprev, terão espaço assegurado. A atuação dessas organizações deverá se concentrar primordialmente na criação, desenvolvimento e aprimoramento de soluções tecnológicas avançadas, além da comercialização e entrega de serviços voltados tanto para a administração pública quanto para o mercado corporativo privado.

Além da infraestrutura de nuvem, a ministra também abordou as diretrizes estabelecidas para a aquisição e operação do futuro supercomputador voltado para o desenvolvimento de inteligência artificial no país. Diferente das exigências aplicadas à nuvem, o processo de compra dos equipamentos de alto desempenho seguirá regras mais amplas de mercado. “Nessa contratação, qualquer fornecedor poderá participar, não haverá restrição de ser multinacional ou não”, explicou.

Apesar da abertura internacional para a aquisição do hardware de ponta, a administração e o controle estratégico do supercomputador serão integralmente nacionalizados. A operação e a gestão da ferramenta ficarão sob a responsabilidade do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), localizado no estado do Rio Grande do Norte, garantindo soberania total sobre os dados e as diretrizes de pesquisa. A entrevista completa com todos os detalhamentos técnicos fornecidos pela pasta pode ser acompanhada na íntegra pelos canais oficiais.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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