Um levantamento recente divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (18) revelou um cenário de forte concorrência e equilíbrio entre os principais nomes cotados para ocupar as duas cadeiras do estado no Senado Federal nas próximas eleições de 2026. A sondagem traz detalhamentos importantes sobre o comportamento do eleitorado paranaense tanto no formato estimulado quanto no espontâneo.
No modelo de pesquisa estimulada, situação em que uma lista com os nomes dos postulantes é apresentada aos eleitores durante a entrevista, a disputa se mostra bastante embolada na parte superior da tabela. O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) aparece ligeiramente à frente, registrando 31,6% das intenções de voto dos consultados.
Logo atrás, mantendo uma distância tecnicamente curta dentro da margem de erro e embolados na briga direta, aparecem Alexandre Curi (Republicanos) com 30,4%, Filipe Barros (PL) com 26,3% e a representante do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT), que pontuou com 25,9% das preferências do eleitorado.
Ainda dentro do cenário estimulado, a lista de candidatos continua com Cristina Graeml (PSD), que alcançou 14,8%, seguida por Dr. Rosinha (PT) com 12,5%. Participam também da disputa Marcelo Marcelino (PCO), que obteve 1,3%, além de Joaquim do MLB (UP) e Karen Guerreiro (Missão), ambos registrando 0,9% cada um na preferência dos eleitores paranaenses.
O levantamento quantificou também o percentual de eleitores que optaram por anular o voto, deixar em branco ou rejeitar todos os nomes postos na mesa, somando 7,4%. Outro grupo expressivo, correspondente a 6,1% dos entrevistados, afirmou não saber ou simplesmente preferiu não opinar sobre o pleito para o Senado.
Dinâmica do voto espontâneo revela cenário em aberto
Além do formato estimulado, a pesquisa conduzida pelo instituto buscou entender a lembrança prévia do eleitor através do cenário espontâneo, metodologia na qual os nomes dos candidatos não são revelados previamente aos participantes da consulta pública.
Neste contexto de ausência de estímulo visual ou verbal, o índice de indecisão atinge patamares elevados, com 64,8% dos votantes declarando não saber em quem votar ou optando por não responder. Mesmo com o alto índice de indecisos, Deltan Dallagnol lidera a lembrança espontânea com 12,7% das citações.
Na sequência da preferência espontânea, Gleisi Hoffmann é lembrada por 8% dos entrevistados, seguida por Alexandre Curi com 5,5% e Filipe Barros com 5,4%. Nomes como Cristina Graeml aparecem com 2,7%, enquanto Dr. Rosinha marca 1,6%. Outras alternativas não especificadas somam 1,3%, ao passo que 5,3% disseram expressamente que pretendem votar nulo, em branco ou rejeitam todos os citados de forma espontânea.
Evolução e comparativo com levantamentos anteriores
A nova rodada de dados disponibilizada pelo instituto traz ferramentas analíticas que possibilitam o monitoramento da variação nas intenções de voto ao longo do período pré-eleitoral, confrontando os dados atuais com as métricas observadas em pesquisas divulgadas em etapas passadas da pré-campanha.
Metodologia e abrangência da coleta de dados
Para a consolidação deste retrato estatístico, a pesquisa de opinião pública ouviu diretamente 1.280 eleitores residentes em solo paranaense. O trabalho de campo foi executado em um intervalo de três dias, ocorrendo entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026, abrangendo um total de 57 municípios distribuídos estrategicamente pelo estado.
Em termos técnicos, a margem de estimativa de erro calculada para o levantamento é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, operando sob um nível de confiança estatística estabelecido em 95%.
O registro oficial da pesquisa perante a Justiça Eleitoral encontra-se devidamente formalizado e protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação numérica PR-01022/2026.
Fonte:: bemparana.com.br


