Impactos da reforma tributária geram debates essenciais no setor de telecomunicações

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

A discussão em torno dos impactos da Reforma Tributária para o ecossistema tecnológico brasileiro ganhou destaque durante os debates da Futurecom 2026, realizada em São Paulo. Especialistas da área jurídica e regulatória apontam que as novas diretrizes fiscais trazem mudanças profundas, funcionando essencialmente como um mecanismo de incentivo contínuo para o desenvolvimento de infraestrutura de conectividade e processamento de dados no país.

Durante sua participação em um painel focado nas transformações econômicas do setor nesta quarta-feira, 7 de outubro, o advogado Daniel Loria avaliou que o modelo atual foi estruturado para mitigar impactos futuros e aliviar a carga financeira sobre a cadeia produtiva. Segundo o especialista, o formato concebido para a transição tributária assegura que os aportes financeiros direcionados à expansão da tecnologia 5G tenham retorno facilitado, podendo ser recuperados em um prazo de até 60 dias, além da possibilidade de aplicação de alíquota zero em equipamentos específicos.

Apesar das perspectivas de desoneração e do avanço regulatório, o cenário de transição ainda inspira cuidados entre os operadores e prestadores de serviços. A menos de cem dias para a entrada em vigor das novas regras fiscais, o mercado enfrenta questionamentos operacionais de grande relevância, como a emissão e o cruzamento de notas fiscais de compra e venda, bem como a mecânica exata para a apropriação dos créditos tributários gerados ao longo da cadeia.

Mesmo diante desses desafios de adaptação logística e contábil, Loria pontuou que o balanço geral das mudanças é amplamente favorável para o segmento de telecomunicações. Para o especialista, o ambiente de negócios caminha para uma simplificação estrutural, embora o período inicial exija atenção redobrada das empresas para evitar perdas de eficiência operacional.

Questionado sobre a viabilidade de um eventual adiamento no cronograma de implementação da Reforma Tributária, o advogado ponderou que a decisão cabe a uma avaliação conjunta entre o poder público e os agentes econômicos. Em sua avaliação, postergar o prazo pode conceder ao governo o fôlego necessário para entregar todas as promessas de regulamentação, ao mesmo tempo em que determinados setores podem enxergar na data limite o momento ideal para consolidar sua inserção definitiva no novo sistema fiscal.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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