Candidato ao governo estadual critica sistema político e aponta Moro como falsa direita

Redação Rádio Plug
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Foto: Foto: Josianne Ritz

Durante participação na sabatina promovida pelo portal Bem Paraná nesta quarta-feira (2), o candidato ao Governo do Paraná pelo partido Missão, Luiz França, adotou um discurso de forte confronto com a classe política tradicional. Em conversa com as jornalistas Martha Feldens, Roberta Canetti e Katia Brembatti, o postulante defendeu alterações profundas nas instituições nacionais, criticou adversários e centrou fogo no senador Sergio Moro (PL), a quem chamou de representante de uma “falsa direita” no estado.

Ao abordar o cenário político e institucional do país, França afirmou que a atual situação exige medidas consideradas drásticas. Segundo ele, caso seu grupo político ganhe relevância institucional suficiente, a própria Carta Magna brasileira precisará ser modificada em sua essência. “A Constituição pode ser reescrita. É o que a gente vai fazer”, declarou o candidato. Para ilustrar a gravidade do momento, ele utilizou uma expressão coloquial ao avaliar o panorama nacional: “Estamos num momento excepcional, estamos corrompidos todos os poderes. A gente está lascado.”

O diagnóstico crítico do candidato também abrangeu a economia e a falta de perspectivas para os cidadãos. Na visão dele, o país encontra-se estagnado, sem oferecer garantias mínimas para o futuro da população. “O Brasil anda de lado. As pessoas de hoje não têm perspectiva de se aposentar. Não tem como mudar as coisas sem ser radical”, argumentou.

Diferenciação geracional e foco no futuro

Tentando se posicionar como uma alternativa nova no pleito estadual, França apostou na renovação de idade e de ideias como o diferencial de sua campanha ao Palácio Iguaçu. De acordo com o candidato, os demais concorrentes na disputa estão ancorados em práticas do passado, enquanto o movimento Missão voltaria suas atenções para os próximos anos.

O candidato recordou sua trajetória no activismo político, mencionando sua participação nas mobilizações de rua que precederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, época em que era jovem. “Sou jovem para ser governador, mas era jovem quando comandei aqui o movimento para derrubar a Dilma Rousseff”, pontuou.

Para o postulante do Missão, há um abismo entre o seu grupo e os políticos tradicionais. “Temos uma linha geracional. Nós pensamos no futuro, e não que nem nossos adversários, que brigam pelo passado. Hoje eles brigam por dinheiro”, criticou.

Críticas severas a Sergio Moro

Um dos momentos de maior tensão da entrevista ocorreu quando o nome do senador Sergio Moro foi colocado em pauta. França desferiu ataques diretos ao parlamentar, questionando sua ligação com a realidade paranaense e rotulando-o como expoente de uma ala conservadora que não representaria os reais interesses da direita no estado.

“Moro, falsa direita Paraná. Fala de hospital que não existe, não conhece Paranaguá. Eu sou paranaense de pé vermelho em Cianorte, moro em Curitiba há 15 anos. Tenho doutorado de Paraná”, disparou o candidato, enfatizando suas raízes locais.

O postulante também ironizou o histórico de combate à corrupção associado ao ex-juiz da Operação Lava Jato. “O Moro é a freira, o grande honesto. Ele está no PL cheio de bandidos”, afirmou. No mesmo raciocínio, ele estendeu as críticas ao cenário administrativo paranaense: “Somos o Piauí do Sul, assistencialismo e corrupção.”

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Relação com Renan Santos e o estilo nas redes sociais

Indagado a respeito de sua proximidade e eventuais divergências com Renan Santos, figura também vinculada ao ecossistema do Missão, França ponderou que ambos possuem temperamentais distintos, mas comungam dos mesmos princípios éticos fundamentais.

“Ele é mais artista. Sou mais para ciências duras, e ele mais lúdica. O que nos diferencia nos aproxima. Somos éticos”, pontuou.

O tom adotado pelo candidato na internet também foi tema da sabatina. Reconhecendo que utiliza uma abordagem provocativa e ruidosa nas plataformas digitais, França justificou a conduta como ferramenta indispensável para furar o bloqueio informativo diante da baixa visibilidade nos meios tradicionais.

“As pessoas se interessam por história e não por fatos. Então jogamos o jogo. Nas redes eu pareço louco. Se eu não for pesado, não apareço”, admitiu, acrescentando que a restrição de tempo na propaganda eleitoral gratuita obriga o partido a buscar alternativas de impacto: “Não temos programa de TV. Não gostaria que fosse assim. Como diria Cazuza, faz parte do meu show.”

Estratégia eleitoral para o Legislativo

Além da corrida majoritária pelo comando do governo estadual, a legenda busca consolidar espaço no Parlamento. De acordo com França, o planejamento do grupo político envolve o lançamento e a capilarização de candidaturas por diferentes regiões do Paraná, com a meta de assegurar ao menos três cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado (Alep) através de novos nomes.

Fonte:: bemparana.com.br

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