O programa CastraPet Paraná, que realiza a esterilização de cães e gatos, não se limita apenas ao atendimento veterinário, mas também busca deixar um legado importante na educação ambiental no estado. Desde 2019, mais de 140 mil animais já foram castrados, e, nos últimos 18 meses, a iniciativa coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT) possibilitou a instalação de 3.402 placas educativas em diversos municípios paranaenses. Essas placas informativas abordam temas relevantes como guarda responsável e proteção animal.
A instalação das placas é uma exigência do IAT às cidades que participam das ações voltadas à saúde e bem-estar animal. Esta autarquia é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e tem como objetivo promover práticas que assegurem a coexistência harmoniosa entre humanos e animais.
A coordenadora técnica do CastraPet, a médica veterinária Girlene Jacob, destaca que “o CastraPet é reconhecido nacionalmente pela sua atuação, que une saúde animal, humana e preservação ambiental. Nesse contexto, as placas educativas complementam as demais atividades do programa, como os mutirões de castração”.
Posicionadas em locais estratégicos com grande fluxo de pessoas, as placas discutem temas essenciais para a segurança coletiva, como a necessidade de contenção de animais considerados agressivos, o uso obrigatório de guia e focinheira em determinadas situações, além da importância do manejo responsável pelos tutores. Segundo a veterinária, “os materiais ajudam a prevenir acidentes e promovem uma maior conscientização sobre as responsabilidades que vêm junto com a posse de animais”.
“Essa iniciativa transforma os espaços públicos em locais de conscientização, permitindo que milhares de pessoas tenham acesso a informações que incentivem comportamentos responsáveis e a proteção animal”, acrescenta Jacob.
O CastraPet, que foi lançado em 2019, atualmente está em seu 5º ciclo, iniciado em novembro do ano passado. O programa atende principalmente animais pertencentes à população de baixa renda, indivíduos ligados a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nessa fase é de R$ 19,8 milhões, um aumento de 106% em relação ao último ciclo, que contou com um aporte de R$ 9,6 milhões, e foi encerrado em maio do ano anterior.
Além do aspecto de esterilização, o programa também busca educar sobre a guarda responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — condição essencial para que os municípios integrem o projeto. Outro ponto importante é o reforço da vacinação antirrábica, com o intuito de promover a saúde pública na região.
Para garantir a eficiência do programa, o Governo do Estado realiza a fiscalização das atividades promovidas em parceria com as cidades participantes. O CastraPet ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação, formando uma rede colaborativa com diversas ONGs e protetores de animais, todos unidos pelo mesmo propósito: aumentar a conscientização sobre a posse responsável de cães e gatos.
Ao término dessa etapa, que ocorrerá no segundo semestre deste ano, o programa terá chegado a todas as 399 cidades do Paraná, promovendo assim uma mudança significativa nos cuidados e na proteção dos animais no estado.
Para aqueles que desejam participar da iniciativa, o agendamento para a castração deve ser feito em um dos pontos determinados pela prefeitura local, que está colaborando com o governo estadual. Durante a inscrição, os tutores recebem informações detalhadas sobre os cuidados pré e pós-operatórios, além de medicamentos necessários e um microchip eletrônico para identificação dos pets.
Fonte:: iat.pr.gov.br




